Em declarações à imprensa, à margem de um simpósio de comemoração, Júlio Andrade fez saber que esta parceria iniciou na área de assistência técnica, mas depois evoluiu numa perspectiva de sustentabilidade.

“Essa parceria contribui, em primeiro lugar, para a formação de vários especialistas do orto traumatologia na Áustria, que fizeram uma excelente formação no sistema de vai e vem. Faziam seis meses em Cabo Verde e seis meses na Áustria (…) depois colaboram na formação contínua dos especialistas”, disse.

Apoio em termos de equipamentos modernos de fazer cirurgias com “qualidade” no HAN e nos consumíveis hospitalares para o serviço de orto traumatologia, foram outros ganhos apontados pelo presidente do conselho de administração.

“É uma cooperação muito boa que atinge todas as áreas, muito diversificada e que serviu para consolidar, de facto, o serviço de orto traumatologia”, disse, avançado que há perspectivas de continuidade desta parceria porque “o país ainda não tem recursos para adquirir novos equipamentos e consumíveis para este sector”.

Júlio Andrade ressalvou que esta parceria os ajudou a reduzir “grandemente” as evacuações neste sector, que hoje é a terceira ou quarta causa de evacuação no país.

Entretanto, reconheceu que ainda é necessário fazer alguns investimentos para que possam diminuir ainda mais as evacuações.

“Temos que fazer investimentos no bloco operatório porque não pode haver risco minimamente de infecção, porque a infeção fracassa as cirurgias. Temos que investir em cuidados intensivos porque muitas vezes são cirurgias prolongadas que exigem cuidados intensivos mais adequados para este tipo de cirurgias”, apontou.

O representante da ONG – Cosma, Kholmann Hans, destacou o sucesso desta “boa parceria” entre os especialistas cabo-verdianos e austríacos na área da orto traumatologia.

“Fizemos muitas coisas. Enviamos para Cabo Verde materiais em um milhão de euros (cerca de 100 mil contos), mas pudemos dar aos cabo-verdianos a possibilidade de formar especialistas em orto traumatologia, de colaborar com os nossos profissionais e de juntarmo-nos em congressos ou encontros como este, e penso que os cabo-verdianos gostam de cooperar connosco”, realçou.

Para além de reforçar o apoio ao HAN, esta organização não-governamental perspectiva alargar esta cooperação para outros hospitais do país e, neste momento, estão em contacto com o Hospital na Baptista de Sousa, na Ilha de São Vicente.

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