“Já introduzimos o controlo biométrico de assiduidade, estamos numa fase de socialização”, disse o responsável pelo hospital central da Praia, completando que, a partir de determinada altura, vão ser tomadas decisões por formar a pôr cobro a determinadas situações, nomeadamente de profissionais que vão apenas picar ponto.

O diretor do Hospital Agostinho Neto (HAN) citou ainda casos de “pessoas que ficavam meses fora do trabalho a receber vencimento” normalmente.

“Depois que introduzimos o controlo biométrico,  constatamos que estávamos a pagar milhares e milhares de contos de horas extras que, na prática, não existiam”, completou Júlio Andrade,  defendendo que o “Estado não pode, de maneira alguma, desperdiçar recursos e a população  ficar mal servida.”

Andrade relembrou ainda que a maior crítica que dirigida ao HAN é em relação ao elevado tempo de espera nas consultas, urgências e listas de espera.

“Nós temos muitos quadros que poderíamos otimizar e que não estão a ser otimizados porque não há respeito pelas normas”, acrescentou Júlio Andrade, informando que aquele hospital tem cerca de 820 trabalhadores.

O responsável disse ainda que várias irregularidades ficaram corrigidas com o controlo biométrico, além da pontualidade.

“Hoje podemos ver que há uma pontualidade muito maior no hospital , que é um aspeto positivo”, afirmou Andrade , esperançoso que, até o final deste ano, o problema as “irregularidades” que ainda persistem estarão corrigidas.