Maritza Rosabal lançou este apelo durante a cerimónia de abertura da 1ª Reunião Ordinária do Comité Pró-Criança e Adolescentes, que decorre no palácio do Governo, com o objetivo de apresentar o relatório da implementação do Plano Nacional de Combate à Violência Sexual contra Criança e Adolescentes e a proposta de alteração dos membros e das atribuições do Comité.

“Depois de um ano da implementação do Plano Nacional de Combate à Violência Sexual contra Criança e Adolescentes, vamos fazer, hoje, a avaliação das atividades realizadas neste âmbito, e debater a ampliação das competências deste comité, que foi criado apenas para dar vazão à situação de abuso sexual contra crianças e adolescentes”, disse.

Hoje, sublinhou, com a questão do desaparecimento de crianças e tudo o que está sendo debatido à volta do tema, “queremos discutir, nesta reunião, a possibilidade do alargamento das competências do Comité”.

Tudo isso, realçou, para que o Comité possa centrar-se, não só sobre os abusos sexuais, mas também, em outros problemas que afetam as crianças e adolescentes deste arquipélago.

Sobre a problemática do abuso sexual, em declarações à imprensa, a ministra assegurou que o plano define atividades a serem levadas a cabo até ao ano 2019.

Maritza Rosabal disse que após a apresentação da avaliação das atividades referentes ao ano 2017, veio se dar conta que a questão de estratégia de comunicação deve ser “aprofundada”, assim como que atendimento direcionar para as crianças e famílias que foram alvo de abuso sexual.

“Essa mesma questão se nos coloca agora com o desaparecimento de crianças, sendo que temos de saber como agir e o que fazer com as famílias que enfrentam esse problema. São questões novas, que não faziam parte do plano, e que agora vão ser introduzidas”, afirmou.

Segundo a governante, nas escolas da Praia, os professores estão sendo orientados no sentido de “cuidar” das crianças que passam muito tempo só e sem supervisão dos adultos.

A presidente do Comité referiu-se, ainda, sobre a necessidade dos parceiros se apoderarem de instrumentos que os ajudem a dialogar com as famílias sobre o tema.

No entanto, para um maior apoio, a ministra avançou que o Ministério da Família está a trabalhar o sistema de cuidados que vai permitir que as famílias possam deixar sob cuidados de pessoas mais idosas, familiares ou vizinhos, as suas crianças.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.