O governante, que falava em conferência de imprensa para balanço da participação de Cabo Verde na 40ª edição da Feira Internacional de Turismo (Fitur) e no Investour, que decorreu em Madrid, Espanha, assegurou que esse modelo foi apresentado junto dos investidores deste sector.

“Neste momento há um modelo sobre a mesa, e da parte dos operadores há várias formas e formatos que se podem desenvolver para que haja essa parceria para a resolução deste problema”, concretizou o governante, para quem uma das formas poderia ser no momento do investimento o operador ter esse papel e conseguir comparticipar de alguma forma na ajuda resolução desse problema.

Carlos Santos afirmou que o problema de habitação nas ilhas do Sal e da Boa Vista tem a ver com os preços das habitações, problema esse que teve pontos negativos e que neste momento está a ser resolvido gradualmente, com o programa de erradicação das barracas, mas que será necessário encontrar um modelo de forma sustentada para os próximos anos.

Segundo a mesma fonte, caberá ao Governo, câmaras municipais, os operadores hoteleiros e as entidades privadas encontrar um modelo que permita resolver definitivamente o problema de habitação dos trabalhadores, sobretudo nas ilhas do Sal e da Boa Vista.

Por outro lado, disse que os investidores que queiram investir em Cabo Verde neste sector terão de ter em conta a questão da habitação.

O ministro adiantou que durante a participação na feira manteve várias reuniões com empresas e grupos hoteleiros que já se encontram em Cabo Verde, tendo sido passada uma “mensagem de confiança” de que o Governo continuará a apostar neste sector, na diversificação do mercado de origem e da oferta.

“Conseguimos um conjunto de contactos que nos permitiu demonstrar a nossa aposta no turismo como sector determinante para a economia do país, na sua diversificação da oferta e continuaremos a trabalhar por forma a que nos próximos anos conseguiremos definir o produto turístico cabo-verdiano”, indicou.

A margem da feira, o ministro teve a oportunidade de se reunir com o secretário geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), em que foi passada em revista a cooperação, mas também a procura financiamento para a edificação do produto turístico cabo-verdiano.

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