Segundo a presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde, Carla Lima, que preside ao júri, integrado por Carlos Santos, Silvino Évora, Marlene Pereira e Nardi Sousa, concorreu um total de 28 trabalhos.

A primeira responsável da AJOC revelou, ainda, que nenhum dos prémios mereceu a unanimidade por parte do júri e que só depois de “profundos debates” se conheceram os trabalhos distinguidos.

A reportagem “O funaná das autárquicas”, do jornalista Nuno Andrade Ferreira, da Rádio Morabeza, disse Carla Lima, é um “trabalho inédito” em que o autor faz uma viagem de aproximadamente 14 minutos pelos bastidores das eleições autárquicas em Portugal, sobretudo nos municípios onde os cabo-verdianos figuravam nas listas dos candidatos em “posições de destaque”.

Na categoria de televisão, o prémio foi atribuído à jornalista Matilde Dias, da Televisão de Cabo Verde, com a reportagem “Jogo de Cintura”.

A reportagem de Matilde Dias, na perspectiva da presidente do júri, destaca-se por ser um “trabalho muito bem pensado” e que organiza uma “memoria histórica fabulosa” sobre a dança em Cabo Verde, mais precisamente no Mindelo, São Vicente.

O prémio na categoria de imprensa foi para a jornalista Gisela Coelho, do jornal A Nação, que apresentou o trabalho “Apanha e falta de areia que ameaçam a sustentabilidade turística”.

“Neste trabalho jornalístico, a tónica é inovadora porque ela (jornalista) procura chamar a atenção para o impacto negativo que essa apanha desenfreada da areia nas principais praias da ilha do Sal terá no modelo do turismo sol e praia, e que se assenta preferencialmente no destino Cabo Verde”, precisou a presidente da AJOC.

Além de serem temas da atualidade, destacou a primeira responsável da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde, os trabalhos apresentados mostram “profundo comprometimento” dos profissionais cabo-verdianos em relação às “grandes questões e desafios que se colocam aos cabo-verdianos nas diversas áreas” da sua vida.

O júri decidiu atribuir menções honrosas aos trabalhos de Soraia de Deus, da Agência Cabo-verdiana de Imagens (categoria televisão), Benvindo Neves (Rádio de Cabo Verde) que fez uma viagem pelos 100 anos da Festa da Bandeira, na ilha do Fogo, e Daniel Almeida (A Nação) com uma reportagem sobre o Novo Banco, que foi intervencionado pelo Banco de Cabo Verde, enquanto entidade reguladora.

Concorreram ao Prémio Nacional de Jornalismo 2018, três trabalhos na categoria de Rádio, sete na de Imprensa, incluindo a Inforpress, e 20 na de televisão.