À Inforpress, por ocasião do Dia Internacional da Biodiversidade,  a técnica assegurou que embora a organização tenha vindo a trabalhar na protecção da biodiversidade, também trabalha com os estudantes da Escola Secundária Horace Silva, onde já criaram o “projecto da natureza”, em que trabalham com os alunos.

“Esta incentiva  possibilita  aos alunos um bocadinho de  experiência no terreno, verem as áreas protegidas, fazer o mergulho e observarem os peixes vivos e para muitos deles tem sido a primeira experiência com bom retorno”, notou Sara Ratão.

A mesma fonte avançou ainda que a Fundação Maio Biodiversidade iniciou o seu trabalho com estudo e protecção das aves na salina do Porto Inglês, desde 2007, mas só vieram a conseguir a sua constituição jurídica no ano de 2010, data em que passaram a alargar os seus campos de actuação, até então com realização de várias actividades.

“Na salina do Porto Inglês, a nossa actuação tem vindo a ser mais na monitorização de correlho-de-borelho-interrompido e corredeira”, afiançou sublinhando que entretanto  já houve alguns projectos pelo meio para estudos da biodiversidade das aves em geral em Cabo Verde.

Todos estes indicadores recolhidos todos os anos, assinalou, revelam que a presença e a ausência das espécies varia ao longo dos anos, assim como na “distribuição e variação temporal, espacial e quantidades”.

Conforme avançou aquela técnica, que se dedica mais a parte da monitorização marinha, até o momento estão a trabalhar seguindo as regras da monitorização das áreas protegidas, em que o foco tem sido  o senso e a monitorização dos tubarões-gata, bem como senso das aves marinhas no norte da ilha, assim como das tartarugas juvenis.

Sara Ratão informou ainda que a ONG tem vindo a dedicar-se também  a realizações de senso de cetáceos como baleias bócio, tanto através das pequenas embarcações como em terra, sublinhando que com estes dados consegue-se verificar que a baleia de  bócio tem a preferência pelas zonas mais a sul e a oeste da ilha, o que ajuda na gestão dos recursos naturais da ilha.

No que se refere à protecção das tartarugas marinha, lembrou que esta acção teve início “com mais destaque” a partir de 2012, e que daquela altura a esta parte estão a trabalhar a cada ano para proteger esta espécie.

Este trabalho, precisou, tem vindo a trazer “grandes ganhos” para ilha, com uma aposta a cada ano nos trabalhos de base comunitária que atraem vários estudantes, tanto nacionais como estrangeiros.

Para assinalar o Dia Internacional da Biodiversidade, a fundação realizou uma actividade em parceria com a Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente que englobou estudantes da escola secundária local, num  debate sobre a importância da protecção e conservação da biodiversidade e das áreas protegidas.

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