Após cinco semanas, os roedores foram submetidos a ecocardiogramas, e os investigadores descobriram que os que tinham sido expostos ao fumo do cigarro tinham sofrido mudanças significativas no formato do ventrículo esquerdo.
Amostras do tecido cardíaco das cobaias foram analisadas e confirmaram um aumento nos níveis da forma activada de uma enzima associada ao crescimento e à sobrevivência das células no coração.
De acordo com Mariann Piano, que liderou o estudo, a activação dessa enzima pode ser essencial no surgimento de cardiopatias associadas ao hábito de fumar.
Na urina dos animais que inalaram o fumo, também foi verificado o aumento da presença de uma hormona, a neuroepinefrina, que é libertada pelo organismo em situações de stress e causa uma série de alterações fisiológicas.
Piano diz acreditar que males do coração provavelmente surgem como resultado da interacção das substâncias presentes no cigarro.«O fumo do cigarro contém mais de quatro mil substâncias químicas diferentes, uma das quais é a nicotina», disse. «Entretanto, o efeito da nicotina no desencadeamento e evolução de eventos cardiovasculares induzidos pelo fumo do cigarro continua a ser um tema polémico».
O estudo foi divulgado na edição de Novembro da publicação científica "European Journal of Heart Failure
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