Ao fazer o balanço de uma missão médica mobilizada por esta instituição religiosa, que de 27 de Setembro a 05 de Outubro realizou consultas descentralizadas no hospital e nos centros de saúde da ilha, além de doação de equipamentos hospitalares, consumíveis e cestas básicas, Evandro Monteiro indicou que a perspectiva é para continuar com protocolo do género, sobretudo na questão de “refornecimento de materiais consumíveis”.

O apoio e capacitação de alguns técnicos, sobretudo na instalação e manutenção de equipamentos, assessoria técnica, porque a manutenção dos equipamentos médicos “é muito importante” e há “alguma deficiência” de técnicos na ilha para instalação e manutenção, sobretudo dos equipamentos doados que são ultramodernos, é outro sector de cooperação entre as duas instituições.

Para o director do hospital São Francisco, o balanço da missão foi “positivo com ganhos a vários níveis” para a região sanitária, quer a nível de saúde como social, com passagem pelas comunidades como Chã das Caldeiras, Cabeça Fundão, Achada Furna, Mosteiros e Cova Figueira.

Segundo o mesmo houve “boa dinâmica e uma boa resposta” às demandas da população, e as pessoas aderiram e ficaram satisfeitas, mas tendo em conta a magnitude do evento há sempre uma ou outra situação que poderia ser corrigida.

A doação dos equipamentos médicos e hospitalar, segundo o director do hospital, irá ter um “impacto muito significativo” na vida das pessoas, sobretudo na saúde das mulheres, tendo em conta a problemática do cancro.

“Iremos estar melhores preparados e habilitados para podermos pouco a pouco, dar passos e enfrentar a problemática do cancro com mais qualidade”, disse Evandro Monteiro, indicando que visa satisfazer as pessoas, sobretudo as mulheres, que muito buscam as estruturas de saúde para se ter uma resposta mais próxima da problemática e ter uma ideia de como anda a sua saúde de forma geral.

Os equipamentos ainda não foram instalados e a instituição religiosa Templo de Restauração, que doou os equipamentos, está em articulação com um técnico que trabalha com a NASA que está disponível em ajudar na sua instalação.

Segundo o responsável há duas possibilidades, uma que visa fazer a montagem com pelos técnicos locais em articulação com o técnico a partir dos Estados Unidos da América, e uma outra, defendida pela direcção do hospital, havendo disponibilidade, o referido técnico deve deslocar-se à ilha para a instalação do aparelho, fazer a manutenção e ministrar formação aos técnicos locais, para que se faça a montagem e a sua manutenção.

No entanto, como se encontra na ilha um técnico vindo de Portugal para instalação dos equipamentos de oftalmologia doados pela Moave, a direcção do hospital vai equacionar a possibilidade de ele fazer a instalação caso ele tenha habilidade para tal e disponibilidade de tempo, já que ele tem dois dias úteis para a instalar os equipamentos de oftalmologia.

Neste momento foram introduzidas algumas obras o hospital visando adaptar um espaço para o banco de sangue e alargamento do serviço de oftalmologia para instalação dos equipamentos e numa das salas do bloco cirúrgico que não estava em óptimas condições e necessitava de reforma a nível do piso que é de 2020.

O banco de sangue funciona e neste momento está-se a ampliar o espaço físico, mas também aquisição de outros equipamentos de modo a dotá-lo de melhores condições para desenvolver estudos e armazenamento, considerou o director, observando que mais do que isso é necessário trabalhar para sensibilizar mais doadores confiáveis e que dê garantia de sustentabilidade.

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