A deslocação enquadra-se no protocolo existente entre o Ministério da Saúde e o hospital central Agostinho Neto, uma iniciativa que visa descentralizar e colmatar algumas carências de especialidades que o hospital regional ainda não enfrenta, como a de ortopedia, mas que é uma necessidade urgente para a ilha, no dizer do director do hospital, Evandro Monteiro.

Segundo o responsável, transferência de pacientes da área de ortopedia deste estabelecimento hospitalar para o hospital central representa hoje entre 40 a 50 por cento (%) e apesar de não acreditar e nem espera que esta iniciativa venha a resolver a transferência de pacientes com problemas de fórum ortotraumatológico, mas se conseguir resolver metade dessas transferências seria um ganho enorme para todo o sistema, para o hospital e para a região sanitária Fogo/Brava.

Evandro Monteiro indica que o hospital regional quer com a vinda dos especialistas da área de ortopedia, â semelhança do que aconteceu com outras especialidades, como cardiologia, “criar um enlace muito forte e desenvolver a especialidade na ilha”, indicando que espera que num segundo momento, tendo e havendo condições, a ilha passe a ter um serviço de ortopedia.

“Com esta iniciativa queremos resolver as transferências, fazer cirurgia ortopédica e dar seguimento pós-operatório, evitando toda essas transferências, inter-consultas e fluxo de pacientes ligados ao fórum ortotraumatológico”, disse o director do hospital, para quem este tipo de protocolo representante “ganhos importantíssimos” para a região.
JR/JMV

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