O administrador/delegado da Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava), Rui Évora, indicou hoje que a campanha de religação de água a essas famílias continua em curso e por isso encontra-se suspensa a campanha de corte pelo atraso no pagamento das facturas de água.

Nas duas ilhas calcula-se que uma média de 120 famílias foram beneficiadas com a campanha de religação, referiu o administrador/delegado, observando que as dívidas das famílias que estavam nesta condição continuam pendentes e que elas só começam a pagar as facturas a partir da religação.

“A religação não tem como condição o pagamento da divida que continua pendente e só pagam a partir do momento que for efectivada a religação”, avançou Rui Évora, sublinhando que depois o conselho da administração da Águabrava vai analisar as dividas pendentes e ver se há condição de as perdoar ou não.

As dívidas das famílias carenciadas “não têm uma grande expressão”, referiu a mesma fonte, explicando que são famílias que consomem, em média, seis metros cúbicos de água/mês, mas porque as dívidas acumularam por vários meses entram no sistema de corte.

Com relação ao fornecimento de água para agricultura nos Mosteiros, onde os horticultores têm estado a reclamar da insuficiência da água disponibilizada, este indicou que a gestão é feita pela câmara e não pela empresa.

No entanto, quanto aos outros municípios da região onde a água para agricultura é gerida pela Águabrava, Rui Évora disse que não tem havido conflitos com os horticultores, mas sublinhou que tem havido um “aumento considerável2 na demanda de água para agricultura.

Sobre o aumento de consumo de água para agricultura, que se deve ao aumento de parcelas irrigadas, a empresa está a fazer a gestão, mas o administrador/delegado destacou que num futuro próximo terá de conter porque, explicou, a empresa não consegue responder ao aumento da demanda de consumo sem o necessário aumento da capacidade de produção e fornecimento de água.

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