A III edição do Fórum “Les Panafricaines” conta com a participação de cerca de 300 jornalistas, dos 54 países africanos, entre os quais Cabo Verde. Representantes das Rádio e da Imprensa Escrita estão em maioria, mas há também representantes das agências de informação, televisões e media digitais.

A iniciativa arracnou numa data simbólica, a 8 de março de 2017 foi lancada a primeira edição do fórum “Les Panafricaines”, uma rede de mulheres jornalistas africanas que inicialmente contou com presença de cerca de 100 profissionais africanas, entre jornalistas, editoras, diretoras, etc. de 23 países africanos.

A iniciativa partiu do grupo media marroquino 2M (TV e mais tarde Rádio) e o objetivo principal é “contribuir para a consciencialização do público sobre a responsabilidade dos media e do seu papel na construção de uma opinião pública informada na sociedade africana através da criação de uma plataforma colaborativa duradoura e da troca de experiência entre as profissionais dos media africanos”.

Na segunda edição que teve lugar em outubro de 2018 o número de participantes duplicou e o tema das migrações africanas esteve em cima da mesa. Durante essa edição foi também criado o conselho da Rede.

Este ano, a cidade de Casablanca é novamente o cenário escolhido para o terceiro Fórum “Les Panafricaines”.

O ponto alto do evento está centrado em dois dias (6 e 7 de março) de Conferências num dos hotéis de Casablanca com a participação de 7 conferencistas em ateliers para debate de temas ligados à emergência climática e às mudanças ambientais.

O nosso futuro está nas nossas mãos

Em declarações à imprensa, a diretora financeira do grupo 2M Khadidja Boujanoui que preside o departamento de Paridade e Diversidade da empresa, salienta que “o fórum traz uma abordagem única pois a escolha do tema é feita de uma forma participativa já que todas as jornalistas pan-africanas votam e decidem uma temática anual que seja importante para o continente africano”.

diretora financeira do grupo 2M Khadidja Boujanoui
créditos: CM

A escolha de ter uma rede de mulheres jornalistas não aconteceu por acaso, segundo a mesma fonte, que diz que é importante mostrar que as profissionais do continente podem trazer para o debate público temas fortes como a migração e a emergência climática e que podem influenciar o poder político (nestas áreas).

A rede é uma iniciativa continental, que poderá ter uma abrangência global, mas que para já está focado em África. “O nosso futuro está nas nossas mãos”.

Se a primeira edição foi mais para travar conhecimento e começar as estabelecer a rede, com a duplicação do número de participantes, a segunda edição e, consequentemente, a terceira, vieram consolidar a iniciativa.

“O Fórum Les Panafricaines não são apenas estes dois dias em Marrocos, mas é importante que seja um suporte ao longo de todo o ano. O fórum é também importante que é uma oportunidade única para que todas as mulheres jornalistas se reúnam durante o ano e decidam, inclusive, as temáticas para a próxima edição”.

A jornalista está em Marrocos a convite da organização da Rede 'Les Panafricaines'.

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