De acordo com o prelado, neste momento, sente-se a necessidade de se criar mais paróquias a nível da Praia.

“Estamos apenas à espera da criação de condições mínimas para as novas paróquias”, afirmou, avançando que outras se seguirão com  mais sacerdotes.

Dom Arlindo Furta fez esta revelação em declaração à imprensa, à margem da missa dos primeiros dez anos da Paróquia de S. Filipe Apóstolo, a primeira que criou, enquanto bispo de Santiago.

“Valeu a pena criar esta paróquia. Foi um momento de inspiração para todos criar esta paróquia, embora, na altura, sem as condições ideais, mas, acreditando em Deus, nas pessoas e cultivando a esperança de que juntos, com a graça de Deus, poderíamos construir um futuro diferente”, precisou o prelado.

Segundo disse, Achada de São Filipe é uma zona em crescimento com pessoas de diferentes níveis em termos de estatuto social e, naturalmente, “muitas forças ficariam aqui perdidas e escondidas” e a Paróquia, adiantou, conseguiu mobilizar muitas dessas forças “para o bem da sociedade e, também, para o crescimento e testemunho da fé”.

“Temos desafios grandes pela frente que é a construção de infra-estruturas para melhor servir a Igreja”, indicou, acreditando que dentro de pouco tempo a Paróquia possa dispor de um espaço com melhores condições para acolher os fiéis para não só a celebração do culto, mas também para a formação, “porque esta comunidade merece”.

“Deus ajudou-nos a construir a comunidade e, também, nos ajudará a construir infra-estruturas que são realidades importantes e materiais para o serviço da nossa dimensão integral de seres humanos e de família do povo de Deus”, indicou o cardeal Dom Arlindo, manifestando a sua esperança de que a paróquia de S. Filipe vai continuar a ser uma das referências da Cidade da Praia.

Hoje, começou o novo ano pastoral e o bispo de Santiago, a partir da Paróquia de S. Filipe, lançou um apelo a toda a Diocese no sentido de desenvolver actividades com vista a fazer com que as pessoas “vivam a relação de aliança com Jesus, tanto individualmente, como em família, em grupos e em comunidades paroquiais”.

A Diocese de Santiago vai dispor, pela primeira vez, dos chamados diáconos permanentes e o cidadão Bebiano Moniz foi hoje apresentado à comunidade local e, depois de um estágio pastoral de um ou dois anos será ordenado pelo bispo da Diocese.

Ao todo, são 13 candidatos que estiveram três anos numa formação teológica. São oriundos das paróquias da Cidade da Praia, de São Nicolau Tolentino, em São Domingos, de Nossa Senhora da Luz, em Milho Branco, de Nossa Senhora de Fátima, em Santa Catarina, de Santo Amaro Abade, Tarrafal e de Santiago Maior.

Instado sobre esta nova figura ao nível da Diocese de Santiago, já que no Mindelo já existe, Arlindo Furtado explicou que os diáconos surgiram já no tempo dos apóstolos, que sentiram a necessidade de “mais forças vivas na Igreja para a assunção mais abrangente da necessidade das próprias comunidades”.

“Com a concepção dos dons do Espírito Santo, os diáconos receberam a missão de ajudar os apóstolos não só no serviço da caridade, ajudando os pobres e as viúvas que nesta altura estavam mais marginalizados, mas também no anúncio da palavra”, declarou.

Lembrou que o diácono Filipe foi o evangelizador do núcleo da Etiópia que abriu o evangelho à África.

“A Etiópia foi um dos países africanos evangelizados no tempo dos apóstolos, através do  diácono Filipe” observou, adiantando que os diáconos fazem tudo o que é preciso na Igreja, desde o serviço da “promoção humana, passando pelo anúncio da palavra, do baptismo, matrimónio, acompanhamento dos casais e dos doentes”.

Dom Arlindo Furtado espera que os diáconos venham a ser  “mais um enriquecimento” para o cumprimento da missão da Igreja que é a de “levar o evangelho a todas as criaturas”.

O primeiro cardeal de Cabo Verde completou há dias 70 anos de idade e revelou à imprensa que aos 75, ao abrigo do Direito Canónico, é obrigado a apresentar a sua renúncia, pedindo ao Papa que mande “gente mais nova e mais capacitada para levar a tarefa para a frente, porque a Igreja deve continuar a crescer”.

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