Esta preocupação foi manifestada por Débora Carvalho, um dos membros fundadores do Movimento 350 Cabo Verde, em entrevista à Inforpress, no âmbito do Dia Mundial do Meio Ambiente, que se assinala hoje, 04, com foco este ano na biodiversidade.

Este ano, a efeméride é assinalada no contexto da covid-19, lamentou a responsável, frisando que a pandemia, que afecta também Cabo Verde, é o resultado negativo dos problemas ligados ao meio ambiente.

Relativamente às acções de preservação e valorização do meio ambiente, Débora Carvalho afirmou que o país regista muitos ganhos ao longo dos anos nesta matéria, mas que ainda existem vários desafios a serem ultrapassados.

“Evoluímos no que se refere a recolha de resíduos sólidos. Hoje a questão da protecção de algumas espécies, nomeadamente, tem merecido uma atenção especial e avançamos muito neste aspecto graças aos trabalhos que vêm sendo realizados ao longo dos anos. Mas não podemos parar por aqui, a luta tem que continuar”, afiançou.

Débora Carvalho apontou neste sentido, que a erosão, a desertificação e o desenvolvimento do país representam alguns dos desafios que o país enfrenta, lembrando, por outro lado, que Cabo Verde assumiu o compromisso internacional de plantar oito mil arvores até 2030.

A activista destacou neste quadro, que as pessoas estão mais sensibilizadas sobre a importância do meio ambiente, realçando que nos últimos tempos tem-se registado a realização de várias acções de promoção e preservação do meio ambiente.

“Os cabo-verdianos estão a despertar de que nós, enquanto cidadãos, podemos fazer muita diferença dando o nosso contributo na preservação e valorização do meio ambiente. E porque não contribuir com a plantação de plantas frutíferas como manga por exemplo, porque se cada cabo-verdiano plantar uma manga teremos um país totalmente diferente daqui a alguns anos”, sugeriu.

Entretanto, Débora Carvalho frisou que com a pandemia, o meio ambiente poderá sofrer consequências negativas, apontando para o descarte incorreto de máscaras faciais não reutilizáveis nas ruas ou praias de mar.

“Seria melhor procurarmos optar pela utilização de máscaras recicláveis que, apesar de serem mais baratas, podemos utilizá-las mais vezes. Temos vindo a observar várias reclamações de pessoas sobre o descarte incorreto das máscaras, que representa uma grande ameaça para o meio ambiente e para a saúde pública porque poderá estar infectada pela covid-19”, alertou.

Defendeu, neste sentido, uma maior aposta na produção de máscaras reutilizáveis pelas indústrias nacionais exortando as mesmas a assumirem, assim, o compromisso de promoção e conservação ambiental.

O Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado a 05 de Junho, é um evento mundial liderado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e comemorado por milhares de comunidades em todo o mundo. Desde que foi instaurado, em 1972, se tornou a maior celebração do meio ambiente.

O Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano incitará governos, indústria, comunidades e indivíduos a se unirem para explorar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em cidades e regiões de todo o mundo.

Segundo a ONU Meio Ambiente, 92 por cento (%) das pessoas em todo o mundo não respiram ar limpo; a poluição do ar custa à economia global 5 triliões de dólares por ano; a poluição do solo pelo ozônio deverá reduzir os rendimentos de cultivos básicos em 26% até 2030.

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