A administradora desta escola privada, Sílvia Sousa explicou, em entrevista à Inforpress, que o Colégio Letrinhas sofreu uma baixa de 40 por cento (%), em termos de alunos, e este ano vai receber só 150 discípulos, tendo cancelado a parte creche infantil.

Não obstante o número reduzido de alunos, comparado com os anos anteriores, devido à situação de pandemia da covid-19, disse que o Colégio Letrinhas mantém o projecto de pé, estando a preparar-se “convenientemente” para iniciar o ano lectivo 2020/2021, de melhor forma, pese embora as dificuldades.

Das readaptações e organização por forma a se ter uma maior protecção de todos, dentro e fora do edifício, Sílvia Sousa destacou a construção de mais quatro espaços exteriores, cobertos, para a instalação de novas salas de aulas.

Para a responsável, também proprietária desta escola privada, que acolhe os diferentes níveis de ensino, este processo não tem sido fácil, tendo em conta as dificuldades, a desistência e anulação de matrículas de muitos alunos, sobretudo a nível da creche infantil.

“E nós, continuamos a ter que fazer investimentos sem, no entanto, ter entradas”, desabafou, aplaudindo, entretanto, a iniciativa do Governo na criação de incentivos para driblar o problema, nomeadamente o processo de ‘lay-off’ (suspensão temporária do contrato de trabalho).

Processo que, conforme referiu, permitiu que o colégio mantivesse aberto, e fizesse “todo o investimento” que agora está a ser realizado para fazer face a covid-19, e arrancar com as aulas sem sobressaltos.

Além da criação de espaços, completou, o Colégio Letrinhas colocou lavatórios em todas as salas de aula, dispensadores de papel e álcool em gel, investimento a nível de cartazes, estantes e cacifos individuais nas salas de aula, para os colaboradores e alunos, entre outros arranjos e arrumações.

“Não tem sido fácil, mas não desistimos”, exteriorizou, apontando que este ano as salas terão um menor número de aluno possível, entre 9 a 14 alunos, observando as regras de distanciamento e orientações sanitárias, para maior protecção, quer dos alunos, quer dos colaboradores estes em número de 30, dos quais 15 docentes.

De entre essas mudanças, Sílvia Sousa aponta também as a nível da prática pedagógica, que se impõe, seja pela utilização das tecnologias que vai permitir os alunos assistirem as aulas à distância, através de vídeo aulas, do apoio ‘online’ dos professores, entre orientação de outras tarefas.

Tentando manter o “tecto” de 20 alunos por sala, como anteriormente, Sílvia Sousa explicou que as aulas na escola foram organizadas em dois turnos, um de manhã, com disciplinas nucleares, e outro à tarde com matérias ao ar livre, composição possível já que o Letrinhas é uma escola pequena, com uma turma para cada ano de escolaridade.

“Vamos jogar aqui é com esta pluridocência, e com os espaços ao ar livre para podermos fazer Educação Física, o Inglês, Francês, Expressão Artística, também ao ar livre, experiências que tínhamos começado e pretendemos dar continuidade”, esclareceu.

O Colégio Letrinhas iniciou hoje aulas ‘online’, para orientação e experimentação do ensino à distância, estribado em duas plataformas, enquanto as aulas presenciais estão previstas para o dia 01 de Outubro, assente no projecto “Mais prevenção menos improviso”.

SC/CP

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