A informação foi avançada esta quarta-feira, 05, à Inforpress pela coordenadora do Programa Nacional de Nutrição (PNN), Irina Spencer, no âmbito das actividades comemorativas da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2020, que decorre de 01 a 07 de Agosto, sob o lema “Apoie o Aleitamento Materno por um Planeta Saudável”.

Segundo avançou, a campanha, lançada em Julho, tem por objectivo também evitar aglomerações de pessoas no próprio Banco de Leite do Hospital Agostinho Neto, apelando os doadores a ficarem em casa, mas a não deixarem de doar o leite.

Irina Spencer disse que durante o período da pandemia do novo coronavírus houve uma redução de doadores devido à situação de alarme e de medo que a pandemia trouxe e instalou no país.

“Desde o inicio da pandemia, tivemos uma redução de doadores de leite. Apelamos àquelas mães que estão a amamentar e que estão com excesso de produção de leite a entrarem em contacto com o Banco de Leite através do contacto 3337612”, referiu a coordenadora, que assegurou que esses doadores recebem recomendações e orientações e depois o próprio banco vai buscar o leite em casa.

Adiantou que a nível nacional estão a desenvolver várias actividades nos centros de saúde e nos hospitais com profissionais de saúde, gestantes e mães, com objectivo de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno, sempre respeitando o distanciamento e as medidas de prevenção preconizados.

Revelou que devido à questão da covid-19, existe um certo medo e receio por parte das mães, mas sublinhou que os profissionais de saúde têm estado a fazer o trabalho de sensibilização sobre a importância do leite materno para a criança.

“Tivemos ainda a oportunidade de participar no webinar sobre “Implicações da pandemia da covid-19 na alimentação infantil em Moçambique, Cabo Verde, Angola e Brasil”, para partilha de experiência a nível de políticas e estratégias implementadas e sobre as orientações e vivencias a nível do aleitamento materno no contexto da covid-19.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, ainda não existe nenhuma evidência científica de que o vírus passa para o leite materno, daí a necessidade de continuar com o aleitamento materno, tendo em conta as suas vantagens para o bebe, para a mãe, famílias, e para o próprio planeta, como diz o lema deste ano.

“Apelo a todas as mães a continuarem a amamentar os seus filhos, tendo em conta que não existe numa evidência de que o vírus passa para o leite materno, mas quando forem amamentar devem fazer sempre a higienização correcta das mãos, da superfície, utilizar as máscaras, entre outras recomendações”, referiu.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno deve começar já na sala de parto e que seja exclusivo e em livre demanda (o bebé mama a quantidade que quer, quando quer) até o 6º mês e se estenda até dois anos ou mais.

A Semana Mundial de Aleitamento Materno é uma estratégia idealizada pela Aliança Mundial para Acção em Aleitamento Materno (WABA) criada em 1992 e ocorre em cerca de 150 países.

AV/JMV

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.