Durante este procedimento  no terreno, segundo constatou a Inforpress, a equipa foi dividida em três grupos constituídos por enfermeiros e voluntários da Cruz Vermelha, que fizeram uma abordagem casa a casa,  durante o dia, em que se preencheu um questionário para saber sobre o estado clínico de cada agregado familiar.

Ainda nesta triagem, acompanhada de sensibilização, caso um dos agregados familiares apresentasse ou afirmasse ter os três principais sintomas do Covid-19 , seriam reencaminhados para assistência médica, num posto médico móvel instalado no centro do bairro.

O presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), Reinaldo Rodrigues, informou que se trata de mais uma actividade de sensibilização, mas desta vez com um “forte cariz preventivo”, desenvolvido pela delegacia de saúde, cujo foco é fazer uma campanha porta a porta para falar com as pessoas relativamente aos seus estados de saúde.

O responsável lembrou que a maioria dos funcionários dos hotéis Rio Palace e Riu Karamboa que estão de quarentena e onde se encontravam os infectados, são residentes do bairro Boa Esperança.

Daí, o presidente justificar esta necessidade de se deslocar ao bairro, para averiguar se por ventura não esteja ninguém no bairro com sintomas, e que por incúria poderá não ter contactado as estruturas de saúde.

Questionado se conforme proposto antes, se tem cumprido o acompanhamento via telefone e observação residencial aos funcionários dos hotéis, agora em quarentena domiciliária num período de mais 14 dias, Reinaldo Rodrigues garantiu que se tem feito o contacto telefónico.

Entretanto, ressalvou que neste momento, depois de uma feita, se decidiu que apenas com o contacto directo no terreno é possível ter certeza se de facto ninguém no bairro apresenta algum sintoma e por negligência não contactou as estruturas de saúde.

Assim sendo, a mesma fonte voltou a frisar a necessidade deste contacto porta a porta, rua a rua, e em cada agregado familiar, para tentar saber o estado clínico actual das pessoas.

O presidente do Serviço Nacional da Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB) avançou que se pretende repetir esta actividade a outras localidades da cidade, ou da ilha, no decorrer dos dias em que se cumpre o estado de emergência, devido à pandemia covid-19, com duração de 20 dias, a contar desde das 00:00 do dia 29 de março, até 24:00 do dia 17 de abril.

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