Segundo o presidente da ACD, António Pedro Melo, tendo em conta que a maioria dos seus utentes tem uma doença crónica, resolveu suspender os seus serviços, respondendo assim positivamente às recomendações do Governo.

Sendo assim, ficam suspensos os serviços prestados pela Cernof em matéria de ortoprotesia e reabilitação física/motora.

“Estas medidas não preservam somente os utentes, mas também os funcionários e os seus familiares. Devemos ter um mínimo de responsabilidade na prevenção”, alertou.

A associação, quem tem feito um “grande trabalho” na inclusão dos seus utentes, segundo o seu presidente, recebeu algumas bolsas de estudos do Centro de Energias Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI), mas estas só serão atribuídas às pessoas portadoras de deficiência depois deste período de contingência.

Ainda, informou, receberam alguns produtos higiénicos dos Estados Unidos da América e estão a proceder à sua distribuição aos utentes que não têm condições financeiras.

Adiantou que realizaram um encontro com todos os funcionários sobre os cuidados a terem na prevenção desta doença, e qual a contribuição que cada um deve dar perante esta situação.

A Associação Cabo-verdiana de Deficientes (ACD) surgiu em 1994, por iniciativa da sociedade civil cabo-verdiana, para defender os direitos humanos das pessoas portadoras de deficiência.

É uma Organização não-governamental de solidariedade social, sem fins lucrativos, que prossegue os objectivos de igualdade e plena participação das pessoas portadoras de deficiência na vida social e no desenvolvimento integral e inclusivo na sociedade Cabo-verdiana.

Em Outubro de 2005, a ACD inaugurou o seu Centro Nacional Ortopédico e de Reeducação Funcional (CENORF), sito na Achada São Filipe, na Cidade da Praia, depois de terem tido necessidade de criar um organismo com foco no tratamento das pessoas com deficiência, especialmente os amputados.

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