Segundo o comunicado de imprensa da CCS-SIDA enviado à Inforpress, a assinatura do referido protocolo realiza-se no âmbito do processo de prevenção da transmissão vertical do VIH-SIDA em Cabo Verde.

Conforme avançou a mesma fonte, em Cabo Verde, as mães que vivem com VIH têm a idade compreendida entre 17 a 46 anos apresentam um nível de escolaridade básico, sendo a grande maioria desempregada e ou em situação de emprego precário.

O IV plano estratégico VIH-SIDA 2017-2020, lê-se no comunicado, prevê a eliminação vertical do VIH-SIDA, elucidando que para que Cabo Verde alcance este objectivo, é imprescindível um forte engajamento de parceiros e actores dos sectores público e privado de forma concertada e incisiva.

O protocolo de cooperação será assinado, às 09:45 no Auditório do BAI-Center, na cidade da Praia.

Em Dezembro de 2018, no âmbito do Dia Internacional da Luta Contra Sida, a secretária executiva da CCS-Sida, Maria Celina Pereira, afirmou que o VIH/Sida em Cabo Verde é de “fraca prevalência” com registo de incidência à volta de 0,8% na população global, 2,3% nas pessoas com deficiência, 3,1% nos usuários de drogas, 4,6% entre profissionais do sexo e 6,1% entre homens.

Por seu turno, o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, revelou que apesar de haver ainda um caminho longo a percorrer, Cabo Verde está a preparar-se para ser certificado como um país que conseguiu anular a transmissão vertical do vírus ( da mãe para o filho, durante o período da gestação intra-uterino), no parto (trabalho de parto ou no parto propriamente dito) ou pelo aleitamento materno.

Divulgou ainda que o arquipélago tem em seguimento nos serviços de saúde cerca de 2.600 pessoas e 78% já têm acesso ao tratamento anti-rectroviral.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.