Os indivíduos do sexo masculino, com idade compreendida entre 27 e 35 anos, pescadores de profissão, são residentes em Lomba, e, segundo fonte policial, foram detidos em flagrante delito, na sequência de uma denúncia anónima.

A legislação para proteger as tartarugas marinhas foi introduzida em Cabo Verde pela primeira vez em 1987, lei esta que já proibia a sua captura em épocas de desova.

Em Julho de 2017, foi reforçada esta lei, visto que não estava sendo suficiente e, a partir desta data, o consumo de carne, ovos, ou quaisquer restos e parcelas das tartarugas marinhas passou a ser crime, sujeito a penalizações com multas ou mesmo a prisão efetiva.

Uma nova lei que criminalize o consumo e a comercialização da carne das tartarugas entrou em vigor, em Maio deste ano.

Captura, abate, aquisição por compra ou doação, comercialização, transporte ou desembarque, exportação, perturbação ou molestar, sobretudo durante o período de desova, danificar ou destruir ninhos, recolha das crias são, entre outras, condutas “expressamente proibidas”, de acordo com a legislação, que prevê penas de prisão de seis meses a três anos para os infratores.

Com as novas medidas de conservação várias praias têm proteção e monitorização, recorrendo ao serviço do voluntariado muitas vezes das Forças Armadas e de ações de sensibilização levadas a cabo por Organizações Não Governamentais (ONG). Mas, na ilha Brava, assim como em outras praias pequenas de Cabo Verde, não existe esta monitorização, levando com que o controlo seja feito pela Polícia Nacional.