Este parque foi construído numa parceria entre a associação Cabo Verdeans United Estados Unidos da América – EUA e a Câmara Municipal da Brava.

No acto de inauguração, Genie Lomba, presidente do grupo, salientou que este é um grupo que apoia quase todas as ilhas do país e que já fizeram parques em quase todas as ilhas, com a excepção do Sal e da Boa Vista.

Segundo a mesma, nasceu e criou na Brava, mas já tem quarenta anos emigrada. E mesmo assim, ressaltou que com todo este tempo a Brava nunca saiu do seu pensamento e coração.

“Na minha infância não tive como brincar num parque. Por isso é um orgulho enorme ver as criancinhas a brincarem e nem estamos à espera de recompensa. Somente fazemos isso para a felicidade destas crianças”, proferiu a dirigente.

Vendo a euforia e a alegria das crianças em brincarem num “brinquedo que é uma novidade na ilha”, pediu-lhes que preservem e façam um bom uso.

Por seu turno, João Gonçalves, um outro membro do grupo disse que sempre foi o seu sonho ver um parque nesta localidade e quando o seu filho entrou para a associação, viu nisto uma oportunidade para realizar o sonho.

Entretanto, explicou aos presentes que tornar este sonho realidade não foi fácil, não por causa de dinheiro, mas sim por não terem um terreno, o que a levou a ajoelhar-se para pedir aos donos do terreno onde ficou situado o parque, pois caso contrário não seria possível.

Além disso, frisou que os materiais nem sempre são fáceis de se encontrar, como é o caso da areia, que na Brava só se encontra areia de terra, entre outras dificuldades.

Com todos os percalços enfrentados e superados, esta pede às crianças, aos pais e encarregados de educação que “preservem e valorizem” o espaço o máximo possível.

O presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, considerou o parque e toda a actividade que foi feita em torno da inauguração como sendo “uma lição” para todos.

“Isso demonstra-nos que por mais longe que estivermos, Djabraba não sai dos nossos corações, as nossas gentes não saem dos nossos pensamentos e nem as nossas crianças”, observou o autarca.

Segundo o mesmo, no passado mês de Maio fez reuniões com os emigrantes nos Estados Unidos e este grupo apresentou-lhe a proposta de trazerem o parque à ilha, mesmo após ele ter demonstrado a sua intenção em apoiar os emigrantes que queriam ajudar Brava.

Lembrou que se comprometeu, em nome da câmara municipal em apoiar no processo de desalfandegamento e no transporte na ilha, o que tem vindo a cumprir, tendo já cumprido com a Marly´s Miracle Foundation e com a Cabo Verdeans United, o que para ele “não é mais” do que a sua “obrigação”.

Agradeceu a todos pelo esforço para que o parque fosse realidade, acrescentando que “é um exemplo que se deve acarinhar e agradecer para sempre”, na esperança de que outros continuam a apoiar a ilha em outras áreas.

Para finalizar, disse que se era para a câmara municipal comprar e fazer este parque não seria possível, porque custa mais de cinco mil contos além de pagarem as suas despesas, disponibilizarem tempo, dinheiro, esforço para montar tudo e colocar pronto para o uso dos bravenses.

“A nossa obrigação é cuidar e cada um de nós é responsável por isto independentemente se é ou não os nossos filhos que estão ali brincando, e a câmara municipal está a trabalhar para adquirir um arrelvamento para colocar no espaço”, concluiu o edil.

Nos pais, crianças e todos os presentes a expressão de satisfação e agradecimento era visível, pois, na ilha os mais pequenos até então não possuíam um espaço semelhante.

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