O edil fez estas declarações na segunda-feira, no acto da entrega de três casas de banho e uma habitação, na localidade de Furna, tendo assim completado um ciclo de 20 intervenções nesta zona.

Segundo o autarca, melhorar a qualidade de vida dos bravense é uma das “fortes apostas” da sua equipa camarária, que se iniciou desde o primeiro mandato, em 2012, salientando o Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA) veio “acelerar” o que a câmara já tinha “elegido como prioridade”.

Adiantou que, no âmbito do primeiro contrato com o PRRA, a edilidade conseguiu contemplar 66 famílias na ilha, com intervenções na construção de casas de banho, e que em cerca de 20 por cento (%) houve novas coberturas e na segurança, em alguns casos.

Salientou que este é um projecto municipal que visa “erradicar necessidades” de casas de banho na ilha desde 2012 a esta parte, indicando que a câmara municipal já interveio em cerca de 130 habitações.

No caso particular da localidade de Furna, explicou que a necessidade apontava para 30 intervenções e já alcançaram vinte e com o contrato já assinado para a segunda fase, pretendem contemplar os outros 10, para que no mês de Março possam ter a localidade com casas de banho em todas as habitações.

Com estes resultados e intervenções, Francisco Tavares realçou que “talvez”, com mais um mandato, ou seja, num horizonte de cinco anos, neste ritmo de intervenção, consigam responder às solicitações de todas as famílias de baixa renda, que deram entrada na câmara.

Para os beneficiários, estas intervenções são de “grande relevância”, uma vez que as famílias contempladas não possuem condições para construírem uma casa de banho “digna” e nem tão pouco realizar obras nas suas habitações.

Helena Martins, é mãe de três filhos e foi uma das beneficiárias, com intervenções na sua casa.

À Inforpress contou que, com o seu vencimento, seria impossível ter uma casa digna para criar os seus filhos, tendo em conta que no final do mês, todo o seu rendimento, de 9.500 é nove mil e quinhentos escudos, é canalizada para as despesas familiares.
Antes, lembrou, residia numa casa composta por um quarto e uma sala, espaço que era utilizado para cozinha, casa de banho e tudo o que fosse necessário.

Já com esta habitação, prosseguiu, “tenho cada coisa no seu espaço”, mais privacidade e dignidade.

Inforpress/fim

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