Celestino Afonso, que falava em declarações à Inforpress indicou que a maior parte das intervenções acontecem nos fins-de-semana e nas épocas festivas, destacando os acidentes rodoviários e acidentes de trabalho como os casos mais frequentes.

“Neste momento, temos mais saídas de ambulância para prestação de socorros. Normalmente são acidentes rodoviários, acidentes de trabalho, pedidos de socorro nos domicílios. Por outro lado, tem havido também algum incêndio urbano, em residências, mas nada que nossa capacidade estrutural não possa dar uma boa resposta”, enfatizou.

De acordo com este responsável, a corporação conta hoje com 50 bombeiros, sendo que 18 fazem o serviço no Aeroporto Internacional Nelson Mandela e os restantes 30, atuam a nível das instalações na sede da Fazenda.

Mesmo assim, explicou que ainda há uma certa carência de meios humanos para o corpo de bombeiros, dado ao aumento da população na Cidade da Praia e às ocorrências de diversas ordens.

“Hoje temos uma cidade em crescimento com um número de população a rondar os 150 mil habitantes, temos acidentes de diversas ordens que necessitam cada vez mais de bombeiros bem capacitados e treinados para dar resposta às situações mais adversas possíveis”, observou.

Entretanto, considera que o setor em Cabo Verde está ainda “muito aquém” daquilo que deveria, realçando que o próprio sistema “precisa de uma nova organização”, tendo em conta a importância e os anos já de existência dos bombeiros no país.