A educadora fez esta avaliação “positiva” à Inforpress, após o acampamento das crianças na praia de Boa Esperança, na ilha da Boa Vista, onde a Fundação Tartaruga tem instalado os acampamentos nesta época de desova das tartarugas.

Esta actividade, que se enquadra no programa “Aprendendo com a natureza”, levou a décima turma ao acampamento, onde logo no início da manhã foi estabelecido um contrato sobre regras de conduta com as crianças, que foram divididas em dois grupos: “crianças careta” e “animais marinhos”.

Estabeleceu-se regras durante a estada na praia, como não deitar lixo no chão, não utilizar ‘tabletes’ e computadores e como se comportar quando viesse uma tartaruga para desova.

“O programa “Aprendendo com a natureza” até agora tem uma avaliação óptima. Nós estamos terminando a parte veiculada durante as férias, mas teremos a continuidade do programa com algumas crianças do Norte em agenda para o final de semana”, explicou a bióloga.

Katia Regina d´Assunção congratulou-se com a adesão dos participantes e por terem conseguido levar crianças de quase todos os povoados, faltando somente as de Fundo de Figueiras e Cabeça de Tarafes, que deverão ir neste fim de semana, antes do início do ano lectivo.

Durante o dia foram realizados jogos lúdicos e de educação ambiental, em que foram feitas perguntas entre lições sobre a nidificação, as condições de desova e a sobrevivência das tartarugas. A seguir fez-se uma trilha pelo acampamento para conhecerem como funciona.

Katya d’Assunção destacou a dinâmica conseguida. Segundo ela, através das actividades lúdicas foram passadas informações com relação aos riscos associados às tartarugas marinhas e os riscos naturais e antrópicos, medidas de conservação e a importância das crianças terem em mente que a natureza está interligada, é um todo, e que o Homem depende dela.

No final da tarde, foi a vez da actividade “Detective da praia”. Neste exercício, as crianças fizeram o reconhecimento da praia onde recolheram resíduos e fizeram uma lista dos materiais recolhidos, analisando os que deviam estar e os que não deviam estar na praia.

Segundo Katya d’Assunção, esta actividade “é para sensibilizar para outro problema ambiental que é dos resíduos e plásticos que na Boa Vista compõe em 3% da produção total dos lixos e que quando não é descartado correctamente vão parar ao mar”.

Já à noite, por volta das 23:00, as crianças conseguiram ter a oportunidade de ver uma tartaruga a chegar na praia e a nidificar.

Depois de assistirem à nidificação, e do regresso da tartaruga ao mar, o monitor explicou as crianças como é feito depois a relocação e a monitorização das tartarugas. De manhã, antes do regresso à cidade de Sal-Rei, houve ainda tempo para preencherem um questionário a explicarem o que assimilaram durante o acampamento.

Esta fase encerra depois de levarem mais dois grupos para o acampamento neste fim-de-semana. Entretanto, segundo avançou a coordenadora, depois “se vai começar este programa, com o pré-escolar, para as crianças visitarem os ninhos, verem o nascimento das tartarugas e como é que chegam ao mar, além do trabalho de pesquisa que se faz depois destes nascimentos”.

“Queremos mostrá-los a importância desta preservação tendo em conta que de cada mil tartarugas nascidas só uma chega a vida adulta”, frisou a bióloga.

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