Este projecto, que se enquadra no Decreto-lei nº 56/17 de Outubro de 2015 e o PENGER – Decreto-lei Nº. 22/21 de Abril de 2015, agora aprovado por unanimidade, terá 5 hectares com capacidade de 220 mil toneladas, projectadas para 20 anos, um ecocentro, um centro de tratamento de compostagem e triagem, num investimento inicial de 400 mil contos.

Para Yanik Santos, eleito municipal do Movimento Basta, esta votação por unanimidade demonstra que “as bancadas estão alinhadas no sentido de ter uma Boa Vista melhor”.

“Hoje, votaram em prol do desenvolvimento de Boa Vista, tendo em conta que o problema do saneamento, do lixo na ilha na Boa Vista que é um dos maiores problemas, conforme já foi dito pelos outros eleitos municipais”, disse Yanik Santos, considerando projecto um dos maiores desafios da autarquia neste mandato.

Já Iva do Rosário, eleito municipal do MPD, também considerou a problemática do lixo e do saneamento como um dos grandes desafios para a ilha e que tem que ser resolvido. Por isso, manifestou o total apoio a este projecto, tendo em conta o crescimento demográfico na ilha das Dunas.

Entretanto, a eleita do MPD espera que o documento venha a ser efectivado e que seja contemplado com outros planos necessários.

“Enquanto isso, esperamos que sejam realmente concretizadas outras medidas, nomeadamente a questão da cobrança das taxas de recolha de resíduos sólidos que achamos que é muito importante e que é uma receita que faz falta à Câmara Municipal da Boa Vista”, considerou Iva Rosário que falou também na “necessidade de se atribuir uma atenção especial à fiscalização e a aplicação de coimas para os incumpridores e ainda a efectivação do código de posturas municipais”.

Joel Spencer, da bancada do PAICV, afirmou que “votaram a favor porque a questão do saneamento é uma das reivindicações do seu partido que, lembrou, por várias vezes “tem batido nesta tecla e em várias sessões”.

“O plano só peca por chegar aqui um bocado atrasado, mas acreditamos que é um plano ambicioso. Se viesse antes, porque hoje mais parece que estamos a construir uma base em cima dum telhado. Agora é um bocado complicado”, adiantou.

“… Já temos alguns problemas graves de saneamento, mas este plano poderá colmatar alguns problemas, desde que se faça, é claro, algumas adaptações”, analisou o deputado municipal que, apesar de acreditar ser um plano ambicioso, ao seu ver peca por chegar um bocado atrasado.

O projecto sanitário um investimento de 3,8 milhões de euros, sendo 672 mil euros para recolha e 3.219 mil euros para o centro de tratamento. O seu custo de investimento agregado ao longo dos 20 anos é de 9,30 milhões de euros, dos quais 4.828 para recolha de lixo e 4.647 para o centro de tratamento.

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