Segundo Tommy Melo adiantou à Inforpress, esta confirmação constitui, assim, o “principal objectivo” do Projecto de Conservação de Tubarões, iniciado na reserva natural na última sexta-feira, 11.

Sendo assim, segundo a mesma fonte, fez-se nesse dia uma operação de pesca para marcar e tirar os dados biométricos de indivíduos juvenis.

“Claro que acabámos por capturar os tubarões de qualquer espécie, mas o objectivo deste projecto é mostrar que a Santa Luzia é lugar de reprodução de espécies em vias de extinção como o tubarão-viola e o weasal shark”, explicou, adiantando que se está à espera dos resultados das análises feitas e dados biométricos para se ter a certeza de que estes juvenis são mesmo das espécies referenciadas.

A primeira fase deste projecto é executada por uma equipa cabo-verdiana, que na última semana fez a marcação e tiragem de dados de seis tubarões, de entre dez capturados, tendo em conta, ajuntou, que tiveram problemas iniciais com o aparelho de medição.

Entretanto, a intenção da Biosfera 1 é de fazer duas prospecções mensais para este projecto que tem a duração de um ano e financiado pela Waitt Foundation, uma Organização Não Governamental (ONG) norte-americana, em cerca de 25 mil dólares (cerca de dois mil contos).

“Queremos também com este projecto identificar as espécies que vivem na ilha de Santa Luzia e saber a própria biometria destes tubarões, as épocas em que desovam e outras informações mais”, explicou Tommy Melo.

A Biosfera 1, segundo a mesma fonte, deve contar também nos próximos dias com uma parceria do Canadá que vai ajudar na captura de tubarões um pouco maiores (adolescentes) que receberão aparelhos transmissores para se saber a sua localização.

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