Ataques sucessivos contra três aldeias no noroeste da Nigéria deixaram pelo menos 37 mortos no estado de Sokoto esta semana, informaram fontes oficiais e locais este domingo (21.07).

Na quarta-feira passada, durante a noite, homens armados chegaram em motas e invadiram três aldeias do distrito de Goronyo, disse o chefe daquele distrito à agência de notícias francesa AFP.

"Os bandidos abriram fogo contra as pessoas e incendiaram mercados e colheitas", disse Zakari Chinaka. Os homens armados também roubaram todo o gado que existia nas localidades.

As aldeias de Kamitau, Ololo e Rijiyar Tsamiya, onde ocorreram estes incidentes, ficam a cerca de 100 quilómetros de Sokoto, a capital do estado nigeriano com o mesmo nome. "O massacre durou cerca de duas horas, sem resposta das forças de segurança, dada a dificuldade de acesso à área", referiu Zakari Chinaka.

Um habitante de Kamitau, onde foram contabilizados 23 mortos, contou que as pessoas da aldeia tentaram defender-se e recuperar o gado, o único meio de subsistência naquela região extremamente pobre e remota. "Mas os bandidos reagiram e mataram ainda mais pessoas", disse o habitante identificado como Alu Ibrahim.

Violência crescente

O estado de Sokoto, que até há pouco tempo não tinha registos de violência, tornou-se recentemente no novo alvo de grupos criminosos organizados que atuam no noroeste da Nigéria, roubando gado e vendendo os animais em mercados paralelos a preços elevados. No último mês, pelo menos 43 pessoas morreram nos distritos de Rabah e Isa em ataques conduzidos por gangues criminosos.

O Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, "condenou de modo veemente" estes ataques. "O Presidente está comprometido em responder com força contra estes inimigos da humanidade", afirmou um porta-voz de Muhammadu Buhari num comunicado.

A situação no noroeste da Nigéria, que integra os estados de Katsina, Zamfara, Kaduna e Sokoto, é encarada com particular preocupação por causa da infiltração de elementos de grupos extremistas islâmicos nestes gangues, que têm vindo a ganhar dimensão nos últimos 12 meses.

por:content_author: AFP, Agência Lusa, kg

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