Segundo Jorge Melo, o projecto, que recebeu o aval do Fundo do Ambiente e está entre os 18 projectos seleccionados de empresas privadas e da sociedade civil, consiste no reforço do Centro de Interpretação Ambiental, inicialmente financiado por um programa das Nações Unidas e pelo Global Environment Facility (GEF, na sigla em inglês) em Cabo Verde.

Um espaço que funciona até este momento e que, conforme a mesma fonte, muita gente tem denominado de museu, um nome  “muito pomposo”, mas que tem “ajudado imenso” a associação a sensibilizar as pessoas para as questões ambientais.

“Todos os anos recebemos praticamente todas as turmas das escolas primárias, que tem a oportunidade de ver o que é a biodiversidade marinha costeira de Cabo Verde”, salientou, admitindo embora que todas as amostras e produtos são recolhidos apenas em São Vicente e Santa Luzia.

“Mas é um espaço que tem servido os seus propósitos e recebe milhares de pessoas todos os anos, incluindo os turistas que vistam Calhau e se deliciam com este espaço”, disse o líder da associação, para quem, apesar de se tratar de uma “estrutura modesta”, esta “retrata bem” a biodiversidade marinha costeira do arquipélago.

Agora com este financiamento do Fundo do Ambiente, no montante de 870 contos, o desejo, segundo Jorge Melo, é alargar o espaço que já se torna pequeno para abarcar todo o espólio da sua colecção particular.

O segundo edifício vai ser “dedicado exclusivamente” às aves e répteis de Cabo Verde, através estrutura física já existente, e que se vai apenas apetrechar com novos objectos e materiais de exposição.

“Vamos dividir, rechear e abastecer e ainda vamos tentar meter um sistema de som e de projecção sobre aves e répteis para que as pessoas sintam o ambiente quase igual ao natural”, explicou, adiantando a possibilidade do centro também servir para exposições de fotógrafos e artistas.

Sendo assim, asseverou, esperam a notificação oficial para começarem a trabalhar neste projecto, que deverá ter a duração de cerca de quatro meses, “no máximo”.

Jorge Melo, por outro lado, chama atenção, aliás numa mensagem colocada logo à entrada do centro, de que nenhum dos animais expostos foram mortos com este propósito, mas sim a grande maioria, e principalmente aves, foram encontrados na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Ribeira de Vinha, em São Vicente, onde é hábito encontrar “uma grande variedade” destes animais.

Outras espécies, segundo a mesma fonte, foram encontradas mortas na Reserva Natural de Santa Luzia e Ilhéu Raso, que servem de fonte para esta ex-libris da associação, criado em 2000, com o propósito de “desenvolver Calhau” e de ser “um elo entre os diversos actores da zona”.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.