António Lopes da Silva fez estas declarações à imprensa à margem do acto de abertura de um workshop que decorre na Cidade da Praia no âmbito da implementação do Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015-2030 a nível local.

Segundo aquele responsável camarário, o objectivo deste evento é o de  proporcionar aos técnicos “mais formações e informações”, isto, diz ele, tendo em conta que a  Praia, cidade de um país ilhéu,  é afectada pelas alterações climáticas e, por isso, “tem que estar preparada para o que vier a acontecer”.

Lembrou que é nesta perspectiva que a Câmara Municipal da Praia está a fazer uma “intervenção muito forte” ao nível da requalificação urbana, nomeadamente das encostas de bairros como Vila Nova, Fonton, Cobom, Lém-Ferreira, Pensamento e Fundo da Calabaceira.

“Queremos criar as condições para estarmos preparados para o pior, nomeadamente quando chove de forma anormal”, acentua António Lopes da Silva, para quem é também necessário preparar a população para este tipo de situações.

Instado sobre o papel das associações comunitárias neste processo de resiliência das cidades, disse que são “muito importantes”, uma vez que se trata de instituições que melhor conhecem a realidade dos bairros.

“Não há melhor forma de nos prepararmos para situações menos boas do que conhecermos bem a realidade onde nos encontramos”, precisou António Lopes da Silva.

Este workshop, que decorre de 16 a 20 de Abril, é uma iniciativa da Câmara Municipal da Praia, em parceria com o Gabinete das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) com o apoio da EC DEVCO.