A conferência, proferida pelo professor Henrique Varela, incidiu-se sobre a missão dos trabalhadores que, segundo o palestrante, devem pautar em tratar todos, sem regra de excepção, com “equidade, tolerância, integridade e cordialidade”.

“Os funcionários em qualquer lugar devem vestir o fato e pautar pela ética e integridade. Se amarmos o que fazemos, quer dizer que estamos num bom caminho, pois, o ser ético na administração pública não é uma opção, mas sim uma obrigação”, disse.

Henrique Varela considera que o país só pode avançar se contar com profissionais dispostos a construir acção ética no trabalho, ser autónomos, conscientes de seus actos, atitudes e actividades, tendo clareza nas suas finalidades, relacionando-as com a sua vida e a dos outros seres.

Sublinhando que a mudança só é possível se houver alteração de atitude, o palestrante foi mais a fundo, ainda, afirmando que a mudança de postura é algo “individual, pessoal e intransferível”.

Conforme o sociólogo, com a mudança de atitude, o indivíduo consegue no seu trabalho “concretizar, materializar e solucionar situações”.

“Qualquer ser humano pode mudar de vida, se mudar de atitude. Mas aqui precisamos pôr em prática o CHÃ (conhecimento, habilidade e atitude), pois, não será possível mudar se pessoas com talento e habilidade continuarem a cruzar os braços”, sublinhou.

Em declarações à Inforpress, o orador explicou que a ética e a responsabilidade devem andar de “mãos dadas”.

Numa altura em que o Arquivo Nacional de Cabo Verde completa 31 anos, Henrique Varela acredita que a instituição está a cumprir o seu papel, partilhando saber e imprimindo eficácia.

O programa para assinalar o trigésimo primeiro aniversário do ANCV, hoje cumprido, contou também com a abertura da exposição “O Ensino Secundário em Cabo Verde: Organização e Funcionamento (1860/1968)”.

Constam ainda do programa de aniversário do ANCV a realização de um workshop de sensibilização denominado “Documentos Arquivísticos Memorai da Sociedade – A Importância da sua Preservação”, aprazado para o dia 08 e um encontro de reflexão dos profissionais da instituição no dia 13.

Para o dia 31 de Dezembro, o ponto alto da celebração da data que se assinala sob o lema “ANCV (1988-2019) 31 anos na salvaguarda da memória colectiva da Nação cabo-verdiana”, estão previstos, entre outros, a realização de uma mesa redonda “Pensar a História da ilha de Santo Antão na perspectiva do turismo científicos cultural” e o lançamento de um catálogo “Presença dos Judeus em Cabo Verde: Inventario na documentação do Arquivo Histórico Nacional (1856-1927)”.

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