José Maria Borges falava à Inforpress no âmbito da celebração do trigésimo primeiro aniversário da instituição, que acontece a 31 de dezembro, mas cujas actividades de comemoração já estão a decorrer.

“A nível do arquivo temos poucas pessoas qualificadas na área. O país tem apenas sete técnicos superiores e, o último curso de técnicos profissionais foi feito em 2005, pelo que para cobrir todo o país, há necessidade de formarmos e qualificarmos técnicos para isso”, esclareceu.

Para colmatar o problema, o conservador do ANCV ajuntou que já existe um projecto munido de financiamento nacional e internacional, para que no início de 2020 se dê arranque com o quarto curso técnico de profissional de arquivo.

Com as universidades, José Maria Borges avançou que efectuou contactos no sentido de se criar, a curto ou médio prazo, curso de pós-graduação de técnicos profissionais de arquivo.

A par disso, acrescentou que o ANCV tem trabalhado muito para honrar as suas responsabilidades, apesar dos desafios permanentes, uma vez que o dever da instituição, além de salvaguarda dos documentos que estão no arquivo, é também de tratar todos os que ainda não foram transferidos para a instituição.

“Precisamos fazer todos os trabalhos de pré-arquivo até a sua transferência e um dos nossos desafios é o arquivo digital. Já os arquivos áudios, a grande parte está na RTC (Rádio Televisão Cabo-verdiana). O que temos no ANCV são documentos do antigo Instituto do Cinema de Cabo Verde”, afirmou.

José Maria Borges notificou, ainda, que o ANCV está a delinear um projecto para transferir os arquivos do Instituto do Cinema de Cabo Verde para o formato digital.

O Arquivo Nacional de Cabo Verde completa a dia 31 de Dezembro (1988-2019) 31 anos, data que está sendo assinalada sobre o tema “ANCV 31 anos na salvaguarda da memória colectiva da Nação cabo-verdiana”, com uma série de actividades.

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