Em declarações à Inforpress, Manuel de Pina disse que as imagens de destruição da cidade na sequência da chuva torrencial, são preocupantes, mostrando-se, no entanto convicto de que a situação e a vida dos afectados, contando com a solidariedade de todos, será normalizada.

Lamentou ainda a perda de uma vida nas enxurradas, sublinhando que a ANMCV endereça as mais sentidas condolências às famílias.

Quanto à situação dos assentamentos informais na cidade da Praia e os seus impactos, disse que a capital cabo-verdiana enfrenta desafios e problemas nesta matéria e que muitas famílias enfrentam sérios problemas durante o período das chuvas.

Daí, defendeu a necessidade de este assunto ser tratado com “muito rigor” e que a fiscalização das construções clandestinas seja “rigorosa” para que a o município cresça de uma forma “planeada” e “organizada” e permitindo assim que os riscos de vida e perdas materiais sejam evitados.

“As famílias devem entender que isso é bom para elas mesmas, bom para o país que construindo de uma forma não urbanística é sempre um problema, daí que não justifica estarmos a continuar com esta invasão, digamos assim, ocupando terrenos sem qualquer plano. Isso é muito mau e deve ser combatido seriamente”, frisou.

Lembrou, neste sentido, que a ANMCV tem desenvolvido projectos com o intuito de sensibilizar as pessoas sobre os assentamentos informais e a importância da criação de uma cidade segura.

Manuel de Pina defendeu, entretanto, a importância da criação de alternativas e implementação de políticas por parte das autoridades responsáveis para resolver o problema de assentamentos informais e construção clandestinas na ilha de Santiago.

“Penso que é necessário que seja pensado uma planificação do território com planos urbanísticos para darmos solução às pessoas que precisam de terrenos sociais lotes por aforamento e que não têm condições para construir e exigir agora um controlo permanente para evitar construções clandestinas” afirmou, realçando que as autoridades devem agir com “mão dura” para evitar os assentamentos informais.

No seu entender, com estas acções a situação na Praia poderá reverter-se, salientando que os povoados do interior de Santiago devem ser programados para receberem assentamentos, mas, justificou, com soluções e medidas acertadas.

CM/ZS

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