O ambientalista, que falava à Inforpress a propósito do Dia Internacional da Biodiversidade, que se celebra a 22 de Maio, considerou que para fazer isso é preciso que o País respeite as convenções internacionais sobre a biodiversidade, implementando as medidas recomendadas.

“Não se trata de um problema só de Cabo Verde, mas do mundo, que na implementação das medidas tem tido muita dificuldade em pôr em prática as resoluções estipuladas”, disse.

Segundo Januário Nascimento, Cabo Verde tem declarado muitas áreas protegidas, mas, “infelizmente, não está a trabalhar as referidas áreas” para se poder recuperar as espécies animais e vegetais.

Neste sentido, admitiu a necessidade de se desenvolver mais acções no terreno para a conservação das espécies e, com isso, o desenvolvimento do turismo científico.

Reconhecendo o problema de fiscalização como um entrave para que o país possa controlar as espécies e as implementações das convenções, o presidente da ADAD apelou a uma maior mobilização de recursos para a área da biodiversidade.

“A fiscalização não é um trabalho só da polícia, mas também das comunidades que devem ter consciência sobre a realidade do país neste domínio. Daí a necessidade de formação específica, pois, sem fiscalização é impossível trabalhar sobre a legislação”, acrescentou.

Neste mais um Dia Mundial da Biodiversidade, Januário Nascimento apela a todos os cabo-verdianos a mobilizar-se para a conservação da natureza e das espécies marinhas e terrestres.

Este ano, devido a pandemia da covid-19, a ADAD, segundo o seu presidente, vai assinalar a data com algumas recomendações e apelos no sentido de se respeitar e proteger o que o meio ambiente nos oferece.

Cabo Verde conta com mais de 6.332 espécies, das quais 53 por cento (%) são terrestres e 47% marinhos. Os 53%, que abrangem as espécies terrestres, são constituídos por 366 fungos e líquenes, 915 plantas e 2.099 animais, enquanto os 47%, que englobam espécies marinhas, 348 são plantas e 2.602 animais.

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