"Putin vai ser convidado, venha ou não, ele tem um processo [no TPI], tem de avaliar as consequências. Não sou eu quem pode dizer isso. É uma decisão judicial e um presidente da república não julga decisões judiciais, cumprindo-as ou não", disse Lula da Silva, citado pelo jornal O Globo.

" Se [Putin] vier, sabe o que vai suceder. Pode acontecer ou não. Ele não faz parte desse tribunal, não é signatário, nem os Estados Unidos. O Brasil faz. Como o Brasil é signatário, o Brasil tem responsabilidades", acrescentou o Presidente brasileiro.

Em março de 2023, um ano após a invasão russa da Ucrânia, o TPI emitiu um mandado de detenção contra Vladimir Putin por crimes de guerra relacionados com a deportação forçada de crianças ucranianas.

O mandado fez com que o Presidente russo, por exemplo, não participasse presencialmente na reunião dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que se realizou na cidade sul-africana de Joanesburgo, em agosto passado.

Em setembro, o Lula da Silva anunciou que convidaria Putin para a próxima cimeira do G20, em novembro no Rio de Janeiro, garantindo-lhe também que não seria detido, enfrentando de seguida fortes críticas sobre o desrespeito da separação entre o poder político e judicial.

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