Joaquina Almeida falava em conferência de imprensa para apresentar os resultados da reunião que manteve esta quarta-feira, 10, com a comissão executiva da Instituto Nacional de Providencia Social (INPS), onde o assunto foi abordado.

Conforme lembrou, esse assunto vem da década de 90 e foi abordado na última reunião do Conselho de Concertação Social, realizada em Dezembro último, tendo o Governo comprometido em resolver essa questão o quanto antes.

“Os marítimos já estão 23 anos a esperar. Não se pode passar a vida a deliberar e a não cumprir, em especial num órgão tripartido da importância do Conselho de Concertação Social”, disse a sindicalista.

Do encontro com o INSP, realizado esta quarta-feira, adiantou que ficou o compromisso de até finais do primeiro semestre deste ano, o instituto apresentar o resultado de um estudo sobre todos os aspectos ligados à profissão dos marítimos e que será socializado com os parceiros sociais para definitivamente resolver a questão.

Neste sentido, declarou-se esperançada de que até finais de 2018 a questão da redução da idade de reforma dos marítimos seja uma realidade, por forma a dignificar aqueles que labutam “arduamente, enfrentando intempéries”, assim como já aconteceu com os professores e os policias.

“Laboram em ambiente hostis, sujeitos a insolação, tempestades, vibrações, ondulações, isolamento, excessiva carga horária de trabalho, envelhecimento precoce em condições precárias de higiene e segurança”, denunciou Joaquina Almeida, avisando que a central sindical vai lutar de forma “firme e incansável” pelo igual tratamento aos marítimos.

Por outro lado, alertou a Inspecção-geral do Trabalho (IGT) e o próprio INPS a fiscalizarem os armadores, que, conforme afirmou, tem feito descontos nos salários dos trabalhadores e não enviem para a Providencia Social, criando problemas de diversas ordens aos marítimos e seus familiares.

“A classe tem vindo a denunciar esses abusos e neste quesito a lei é clara: havendo incumprimento por parte dos armadores , as instituições inspectivas podem sancionar nos termos da lei”, salientou, afirmando que os marítimos, apesar de “abandonados e esquecidos” ao longo dos tempos, “têm contribuindo, grandemente”, pelo desenvolvimento do país.