O setor do turismo representou em Timor-Leste receitas de cerca de 14 milhões de dólares no ano passado, com milhares de turistas entre os 50 mil visitantes estrangeiros que chegaram ao país, disse hoje um ministro timorense.
Valores, explicou o ministro Coordenador dos Assuntos Económicos, Estanislau da Silva, que o Governo quer ver crescer significativamente para, até 2030, aumentar as receitas anuais para 150 milhões e 200 mil turistas.
"Este é um setor que pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de muitos timorenses", disse, explicando que em 2030 o setor pode empregar mais de 15 mil pessoas.
"Mas temos muito que fazer para ser um destino competitivo. Estamos a trabalhar para isso", afirmou na abertura de uma conferência de dois dias sobre o desenvolvimento de Timor-Leste como um destino emergente de turismo que reúne especialistas de vários países na capital timorense na próxima semana.
Organizado pelo Instituto de Tecnologia de Díli (DIT) e pela Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, o encontro pretende analisar alguns dos desafios e oportunidades que se colocam aos destinos turísticos emergentes.
Aspetos como a conectividade, as infraestruturas turísticas, recursos humanos e até a possibilidade da criação de uma transportadora aérea nacional são todas questões que estão a ser consideradas, disse.
"O futuro depende das nossas ações coletivas. Sabemos que, politica e estrategicamente, as decisões que tomarmos hoje terão grande impacto no futuro. O Governo timorense está empenhado e a trabalhar", afirmou.
Destacando os grandes potenciais turísticos do país - de mergulho e praia a floresta, vestígios arqueológicos e turismo cultural e histórico - o ministro disse que está a ser preparada a nova estratégica política do setor.
"Queremos desenvolver a economia além do setor de petróleo e gás. Queremos que até 2030 a pobreza extrema tenha desparecido e tenhamos uma economia não petrolífera diversificada", disse.
"Uma economia com crescimento, a criar empregos, a enaltecer a coesão social e a proteger o ambiente. Estamos muito dependentes do petróleo e gás e por isso é urgente promover a diversificação económica", considerou.
Neste âmbito, Estanislau da Silva destacou os esforços de reformas amplas que o Governo está a conduzir, "para criar um melhor ambiente empresarial, atrair investimento e facilitar atividades económicas".
Esforços que se materializam, destacou, na reforma para melhorar o setor do café, para o primeiro projeto de cultivo e comercialização de camarão e para o primeiro de pesca comercial do país.
Lusa
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