O plano energético cabo-verdiano prevê medidas de eficiência energética e reforço da produção de energia “para atender o crescimento futuro (..) tendo o turismo como grande impulsionador”, já que o Governo prevê que nos próximos dez anos o volume de energia duplique, disse Alexandre Dias Monteiro, à margem de um painel ministerial no 21.º Fórum de Energia de África (AEF 2019), a decorrer em Lisboa.

A taxa de cobertura de acesso à energia ronda atualmente os 95% e o objetivo é atingir a cobertura universal em 2020. “O desafio agora é atender a demanda com incremento de produção de energias renováveis”, acrescentou o ministro que tutela a Energia.

Cabo Verde espera produzir 30% da eletricidade através de fontes renováveis até 2025 e ultrapassar a meta dos 50% em 2030, com 250 MW de potência instalada, dos quais 160 MW de energia solar e 90 MW de eólica.

“Estamos a preparar investimentos privados para aumentar a capacidade de produção, mas também melhorar a qualidade das redes para permitir que haja mais penetração de energias renováveis, é esse o percurso”, reforçou o mesmo responsável.

“As empresas portugueses têm participado neste processo”, acrescentou, referindo que na semana passada foi assinado um acordo de instalação de um parque solar de 10 MW na ilha de Santiago, com a Tâmega Cabo Verde, com prazo de construção de 15 meses.

Para resolver o problema da intermitência das fontes renováveis, o executivo está também a trabalhar em soluções de armazenamento: “estão previstos investimentos na ordem dos 620 MW/hora de capacidade de armazenagem de energia”, afirmou Alexandre Dias Monteiro.

O AEF 2019 decorre até sexta-feira, no Centro de Congressos de Lisboa, e conta com a participação de vários ministros, secretários de Estado, altos dirigentes de vários ministérios e investidores do setor da Energia de diversos países, para apresentarem estratégias para o desenvolvimento do setor energético, destacando as oportunidades de parceria para as empresas do setor.

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