No documento, a que a Inforpress teve acesso, os trabalhadores justificam a decisão com a “falta de postura” de Cipriano Carvalho na liderança da empresa, “promovendo um clima laboral insustentável”.

O “mau relacionamento interpessoal com os trabalhadores, a “gestão irregular dos recursos da empresa” e “indícios de nepotismo e favorecimento no recrutamento do pessoal” são outras razões apontadas no abaixo-assinado, que, até o momento, conta com 32 assinaturas.

Os trabalhadores falam ainda em “incoerência na atribuição das regalias” uma vez que, segundo dizem, “enquanto corta direitos adquiridos dos trabalhadores, o administrador utiliza o poder discricionário em benefício próprio, violando o estatuto do gestor público”.

Para concluir, os signatários apontam o “bloqueio nos meios de comunicação interna na empresa” e a “paralisação de projectos estruturantes e inovação da empresa”.

Contactado pela Inforpress, Cipriano Carvalho desvalorizou este abaixo-assinado que, segundo disse, “não tem nenhum tipo de relevância”, uma vez que a empresa tem um total de 199 funcionários.

De acordo com o responsável, o abaixo-assinado vem na sequência da recente greve. Segundo disse, toda esta situação está a ser criada por “um pequeno grupo, liderado por um indivíduo que trabalha na empresa, tido como líder de um partido político”.

Cipriano Carvalho disse ainda que os signatários do documento são aqueles trabalhadores que menos produzem na empresa, que querem impor a forma como os Correios de Cabo Verde devem funcionar e que ainda querem fazer uso da empresa e seus bens para actividades pessoais.

“Não aceitamos porque a administração está aqui a fazer a sua gestão normal”, pontuou o administrador executivo dos CCV falando em “grandes projectos em carteira e negociações”.

“Desse pequeno grupo fazem parte pessoas que não estão em sintonia com a empresa”, completou aquele responsável para quem os signatários deste abaixo-assinado “não estão legitimados para falar em nome da empresa”.

“Onde é que estão os outros 167 trabalhadores?”, questionou Cipriano Carvalho para quem a administração dos Correios de Cabo Verde “está tranquila”.

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