Na semana passada, o Sindicato da Indústria, Serviços, Comércio, Agricultura e Pesca (SISCAP), em conferência de imprensa, denunciou a Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) de tentar driblar a lei pelo não pagamento dos 35 por cento (%) do salário dos 118 trabalhadores, referente ao mês de Julho.

Em reacção, o presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, estranhou a posição do sindicato garantindo que os 35% que deveriam ser pagos pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), no âmbito do novo regime de ‘lay-off’, seriam regularizados, sem, no entanto, especificar a data.

Arlindo de Carvalho explicou na altura, que com a chegada da covid-19 a Cabo Verde, a CVCV teve que forçosamente suspender a realização dos jogos sociais, enquanto principal fonte de receita, porque não havia condições para a sua realização, o que acabou por afectar a empresa e fizesse com que a mesma solicitasse a inclusão na lista das empresas em ‘lay-off’.

No entanto, na terça-feira, 11, o SISCAP reuniu-se com os trabalhadores da Cruz Vermelha e no final do encontro informou à imprensa que decidiram que a direcção tinha um prazo de 24 horas para repor os 35% do salário do mês de Julho, ou seja, até ao final do dia 12.

Hoje, Joaquim Tavares, secretário permanente do SISCAP, em entrevista à Inforpress, mostrou-se “satisfeito” que o processo da regularização dos 35% do salario dos 118 trabalhadores, referente ao mês de Julho, tenha sido concluído.

“Essa situação nunca devia acontecer e estamos satisfeitos porque a direcçao satisfez uma reivindicação justa dos seus colaboradores com o pagamento antes do término do prazo”, afirmou.

Adiantou ainda que o SISCAP tem informações de que o processo sobre a implementação do novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), está a ser objecto de discussão na reunião do Conselho Superior da Cruz Vermelha, lembrando que os trabalhadores decidiram que a instituição tem até finais de Setembro para implementar o PCCS.

CM/CP

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