Ulisses Correia e Silva, que falava na abertura da 23ª edição da FIC, afirmou que existem “cada vez mais” oportunidades e melhores condições estão e continuarão a ser criadas, pelo que os empreendedores “não devem ter medo de investir nem de falhar”, mas devem “continuar a ser perseverantes”, “face aos obstáculos” que existem “em qualquer parte do mundo.”

Segundo o chefe do Governo, o executivo considera o sector privado “determinante” para o crescimento económico e emprego. Por isso, ajuntou, tem sido “consequente nas políticas” e “nas medidas” que já têm resultados.

Uma delas, concretizou, é a relação do Estado-parceiro com as organizações empresariais e com as empresas, caso concreto, acrescentou, da “delegação de competências” às câmaras de comércio e à câmara de turismo e da medida de transferência “de 80 por cento (%) da capital da FIC do Estado para as câmaras de comércio e organizações empresariais.”

Ulisses Correia e Silva citou ainda a criação de um “ecossistema facilitador de investimento”, através da “boa governança macroeconómica” que, no seu entender, é “ chapéu” para o “equilibro e para ambientes favoráveis” do Estado, das empresas e das famílias.

A estes juntam-se ainda, segundo a mesma fonte, a fiscalidade através de medidas com impacto “na redução de impostos” e no “alívio de tesouraria das empresas” e “o fomento empresarial” com as micro e pequenas e médias empresas que têm um “ecossistema favorável de financiamento.”

O primeiro-ministro garantiu também que Cabo Verde dará um salto no Doing Business no próximo ano, com as reformas que estão a ser feitas.

Dessas, destacou o alargamento na informatização dos Registos Comercial e do Registo Automóvel, com impacto, observou, na “redução do tempo” de prestação de serviço para os utentes e empresas, a implementação do Código de Recuperação e de Insolvência que, a seu ver, terá “benefícios” a nível do “aumento da “segurança jurídica” e “confiança dos agentes económicos”

“Essas reformas que estão em curso só não entraram na avaliação do Doing Business deste ano porque os diplomas não foram totalmente aprovados. Mas, foram aprovados no Conselho de Ministros e já deram entrada na Assembleia Nacional para concretização,” avançou Ulisses Correia e Silva, que defendeu que, para o Governo, quando se faz a leituras no Doing Business, “o importante é que haja efeitos evidentes” na melhoria das condições em que as empresas operam.

Ou seja, clarificou, que haja “menos custos de operações, mais agilidade nas decisões e que os efeitos sejam sentidos.”

No acto da abertura da 23ª edição da FIC também discursou o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, este que preferiu aludir as potencialidades de São Vicente e os investimentos que estão a ser feitos pela câmara e pelo Governo.

A 23ª edição da FIC, inaugurada hoje, no Mindelo, pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, vai decorrer durante quatro dias e reúne 88 expositores organizados em 180 stands.

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