O presidente do Simetec, Tomás Aquino Delgado, entidade que representa os trabalhadores de São Vicente e de Santo Antão, visados com a medida, considera, aliás, a proposta de “pouco séria” já que a questão envolve o futuro de dezenas de chefes de família.

Conforme explicou a mesma fonte, na sequência da reunião que os trabalhadores mantiveram na segunda-feira com a administração da empresa “infelizmente” foi-lhes apresentada uma proposta de rescisão por mútuo acordo de 25 dias por cada ano de trabalho, mais acréscimos como férias vencidas e anuidade, mas que “são direitos adquiridos” decorrente da lei.

A mesma fonte lembrou que a administração da TACV, no início do processo, referiu-se a programas para proteger os trabalhadores, garantindo os seus direitos.

“Pensamos que era verdade, mas quando surge, depois, a proposta de 25 dias por cada ano de trabalho ficámos desconfiados se estarão a tratar este assunto com seriedade”, lançou o sindicalista, para quem, a expectativa do Simetec era que a administração apresentasse uma proposta com uma base que permitisse aos trabalhares fazer uma contra-proposta.

“Mas perante uma proposta como aquela que foi apresentada os próprios trabalhadores ficam sem condições para apresentar uma contra-proposta, pois não era isso que esperava, nem o sindicato”, concretizou Tomás Aquino Delgado, para quem os trabalhadores encontram-se sob pressão.

O sindicalista aproveitou para advertir a TACV que, ao optar pelo encerramento das delegações de São Vicente e Santo Antão, agiu de forma “unilateral”, o que configura um quadro laboral de despedimento sem justa causa.

“O despedimento sem justa causa tem outro tipo de enquadramento, que não é 25 dias por cada ano de serviço prestado, e deve levar em conta a situação laboral individual de cada trabalhador”, ajuntou, ao mesmo tempo que apelava à administração da TACV para regressar à mesa das negociações, com os sindicatos, para evitar um contencioso judicial.

“Esperamos que o Governo e a administração da TACV tenham bom senso e boa-fé e que este assunto seja resolvido pela via do diálogo, pelo que vamos esperar que regressem à mesa das negociações com os sindicatos para encerrarmos este processo”, concluiu o presidente do Simetec.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.