Gil Costa, que discursava na abertura da 23ª FIC, na presença, entre outras individualidades, do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, foi mais longe ao considerar que, nessas 23 edições, Cabo Verde conheceu “inquestionáveis ganhos de competitividade”, desde um “melhor binómio” preço/qualidade a uma “diversificação crescente” de bens, serviços e novos negócios.

Foi graças a esse evento multissectorial, continuou, que a internacionalização das empresas e da economia cabo-verdiana se transformou, hoje, numa “realidade factual”.

Ganhos à parte, Gil Costa voltou-se para o futuro, e este, segundo afirmou, obriga a potenciar, através da “localização privilegiada” e outras “vantagens comparativas”, as oportunidades de negócio que, a partir de Cabo Verde, “podem e devem ser aproveitadas” nos mercados naturais e de acesso preferencial.

O futuro também, segundo a mesma fonte, implica sair da “zona de conforto” e “esmerar” para que o futuro Centro de Congressos e Feiras, a edificar na Zona Industrial do Lazareto, futuras instalações da FIC, seja “efectivamente uma realidade”, deslocalização que irá potenciar ainda mais oportunidades de negócio.

Na mesma linha, o presidente da Câmara de Comércio do Barlavento, Belarmino Lucas, no seu discurso, considerou que ao longo dessas 23 edições a FIC consolidou-se, cresceu, afirmou-se como “um momento, evento e local incontornável” para a promoção dos negócios em Cabo Verde e para o desenvolvimento do sector privado nacional.

“Um sucesso, portanto”, declarou, à conta do qual, sintetizou, a FIC necessita permanentemente de se reinventar e ser capaz de responder às exigências e crescentes responsabilidades.

Lembrou, a propósito, que todos os anos são várias as empresas que ficam à porta do certame, no Mindelo e na Cidade da Praia, por não conseguirem ter stands de exposição, por falta de espaço.

Daí a necessidade, pontuou, de as infra-estruturas crescerem, modernizarem e estarem à altura do prestígio que a feira já adquiriu e do propósito nacional de fazer de Cabo Verde uma economia de circulação, o mote desta 23ª edição da FIC.

No entanto, Belarmino Lucas revelou esperança no futuro, a começar com a próxima FIC a decorrer em São Vicente, em 2021, a em novas instalações “mais dignas, com mais espaço e melhores condições”, e, também, a “definitiva transferência” da FIC SA para o sector privado, através das câmaras de comércio.

A 23ª edição da FIC, inaugurada hoje, no Mindelo, pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, vai decorrer durante quatro dias e reúne 88 expositores organizados em 180 stands.

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