Paulo Veiga iniciou na manhã de hoje, em São Vicente, pela Escola de Formação Profissional Padre Felipe Pereira, popularmente conhecida como Escola Tinênê, e pela empresa Bel-Cab, que opera no fabrico de embarcações de pesca revistadas com fibra de vidro, um conjunto de visitas a instalações, escolas e outras instituições que podem “ajudar no desenvolvimento da economia marítima”.

Conforme referiu o governante, o Governo consagrou no seu programa o desenvolvimento do sector da economia marítima e melhorar as condições das embarcações, tanto artesanal como semi-industrial, pelo que deseja retirar benefícios do trabalho da empresa Bel-Cab, com uma “vasta experiência”, pois opera em Cabo Verde desde os finais dos anos 70 a produzir esse tipo de embarcação.

“Devemos apostar na nata local, que, existindo, não temos necessidade de importar, e sabemos que existe um saber-fazer que não devemos deixar perder”, lançou a mesma fonte, que anunciou que após as visitas irá desenvolver um programa de reuniões de trabalho com os promotores dessas iniciativas e ver “como ajudar a passar essas experiências” para as novas gerações.

Por exemplo, referiu Paulo Veiga, na reparação de barcos de fibra de vidro é preciso ter pessoas com essa especialidade nas outras ilhas e ver um modelo de formação em que vinham pessoas das outras ilhas para aprender as técnicas na Bel-Cab ou em outras empresas com essa capacidade.

Na Escola de Formação Profissional Padre Felipe Pereira uma das questões levantadas pelo proprietário Ângelo Alves pretende-se com a necessidade de certificação da escola, obstaculizada pelo “valor elevado” da mesma.

Aqui, o secretário de Estado da Economia Marítima considerou que o Estado “pode e deve” assumir essa certificação para empresas, escolas e associações que já deram provas no mercado, até porque, lembrou, a Escola Tinênê já trabalhou com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) até o ano 2010, segundo o proprietário.

“O Estado tem agora um programa que financia a formação profissional dos jovens, não será a título gratuito, mas temos que assentar e ver como financiar essa formação”, sugeriu a mesma fonte.

Aliás, em relação à Escola de Formação Profissional Padre Felipe Pereira, di-lo Paulo Veiga, o Governo pode ir “um pouco mais longe”, já que um dos pilares do Ministério da Economia Marítima é a conservação dos oceanos e o tratamento do lixo, que tem que ser feito a montante antes de chegar ao mar.

E uma vez que a escola em referência desenvolve desde o ano 2006 uma máquina que tritura garrafas de vidro, uma ideia “bastante interessante”, inclusive já no terreno, o governante deseja sensibilizar as câmaras municipais para utilizar a máquina, mas a sociedade também, de uma forma geral, e ajudar a divulgar essas ideias.

Por outro lado, à Inforpress, Paulo Veiga confirmou que a jurista Ineida Gomes será a nova directora-geral da Economia Marítima, cuja posse deve ocorrer na primeira quinzena do mês de Maio.

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