Paulo Veiga, que falava no acto da inauguração da estátua, lembrou o sacrifício de ‘Ti Lis’ e de outros pescadores nacionais, que “são responsáveis pela nutrição e pela maioria da proteína animal” que os cabo-verdianos consomem.

Por causa disso, defendeu que o Governo acredita que os pescadores “devem ser colocados nos seus devidos lugares que eles merecem”.

“Esta homenagem feita por uma cidadã atenta, e que é merecida pelo trabalho que ‘Ti Lis’ faz, só vem reforçar e nos dar mais força para continuarmos nessa luta de fazer reconhecer o grande trabalho dos nossos heróis do mar”, afirmou o governante.

Essa iniciativa partiu da proprietária do restaurante na Baía, Olívia Vieira, que chamou o escultor Ró, da Interart, para por o projecto em prática.

Segundo a empresária, que mora há 22 anos na Baía, há muito que pensou fazer algo para a Baía, para os pescadores e para divulgar mais o seu restaurante. Por isso, achou na pessoa de ”Ti Lis’ uma inspiração.

“’Ti Lís’ é uma pessoa antiga daqui. Quando eu vim em 1998 ele é que cuidou da minha casa. Vejo-o como um pai ou um avô. É uma pessoa do bem que a hora que precisas ele está lá”, afirmou Olívia Oliveira.

O escultor Ró de Interart disse que passou dois meses a fazer a estátua porque “não foi um trabalho consecutivo”. Para ele esta é mais uma obra que vai enriquecer os monumentos de São Vicente.

“Depois da tartaruga na Lajinha eu fiz este monumento. Este é mais um para enriquecer os monumentos que temos em São Vicente. Já tínhamos feito uma boa peça no Calhau para homenagear os pescadores, porque estou sempre junto dos pescadores e gosto de estar nesse ambiente do mar”, referiu o artista.

A obra de 1,90 metros foi feita com uma estrutura metálica de ferro e betão e acabamento em tonalidade de prata oxidada. O homenageado, ‘Ti Liz’, garantiu emocionado que todos os dias visitará o monumento.

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