Essa vontade foi manifestada pelo ministro da Indústria, Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, durante uma visita efectuada, esta semana, a Santo Antão, na companhia do primeiro-ministro, informando que Governo, depois dos “ganhos” conseguidos já em matéria de valorização do produto, deseja, agora, “trabalhar” com as câmaras e produtores na empresarialização da produção do grogue.

Os produtores santantonenses reconhecem que os resultados conseguidos, este ano, em termos de melhoria da qualidade do grogue, deve à aposta feita na fiscalização e na melhoria das condições de condicionamento, isso no âmbito do plano de valorização da aguardente, que tem conta a defesa da saúde pública e a valorização produto.

Durante safra de 2019, que decorreu entre os meses de Janeiro e Junho, as acções de fiscalização ocorridas em Santo Anho foram “dez vezes superiores” às do ano anterior, facto que demonstra, segundo os produtores, o trabalho de intensificação das inspecções, por pare das entidades competentes.

Para 2020, o ministro antevê o reforço das actividades de fiscalização e o aumento do nível das exigências aos produtores em relação à melhoria das condições de produção.

“As respostas estão sendo dadas e o Governo está a cumprir, mas ainda há um longo percurso a fazer”, avançou Alexandre Monteiro, que disse ter ficado agradado com o facto de as preocupações dos produtores em Santo Antão estarem a ser ultrapassadas.

O grogue produzido em Santo Antão, estimado em dois milhões de litros anuais, está, desde 2018, a ser exportado para a Europa, a partir do mercado francês, por parte de uma empresa portonovense, que já exportou quase 18 mil litros da aguardente, desde o ano transacto.

Os produtores em Santo Antão, ilha com 173 alambiques, manifestam-se “satisfeitos” com a qualidade da produção registada este ano, graças, a seu ver, à “acção forte” da Inspecção-geral das Actividades Económicas (IGAE), em parceria com os municípios.

“Registamos uma boa produção. A fiscalização foi forte este ano, facto que deixou satisfeito os produtores, que já pensam em modernizar, cada vez mais, a sua actividade”, notou Vanderley Rocha, produtor em Ribeira da Cruz.

O grogue que se produz em Santo Antão passará, dentro de pouco a ser certificado, através do laboratório do centro agro-alimentar de Afonso Martinho, em Ribeira Grande, que já foi operacionalizado.

A ilha vai contar ainda com um cromatógrafo, financiado pelo Governo, em seis mil contos.
Conforme a IGAE, existem, em todo o pais, 389 unidades, 173 das quais situadas em Santo Antão, ilha que detém 80 por cento (%) do potencial de cana sacarina em Cabo Verde.

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