Em causa está o facto de o lixo depositado nessa lixeira ter sido arrastado para o mar, uma situação que está a gerar uma onda de descontentamento no seio dos ambientalistas e dos cidadãos, em geral, que pedem "brevidade" na implementação do aterro melhorado, já financiado pelo Governo.
O ambientalista Airton Dias alertou para o facto de o lixo, que foi arrastado pelas enxurradas até ao mar, estar a afectar “importantes zonas pesqueiras e de desova de tartarugas marinhas” na ilha de Santo Antão.
Teodoro Graça, outro cidadão preocupado com o ambiente, manifestou, também, a sua "indignação" face à situação da lixeira, que, a seu ver, constitui "um atentado à saúde pública e ao ambiente".
João Neves manifestou-se, igualmente, "preocupado" com a situação da lixeira da Ribeira Brava, pedindo o fim desse espaço onde é depositado todo o tipo de lixo produzido nos municípios do Paul e Ribeira Grande.
Os criadores de gado têm alertado, igualmente, para o facto de essa lixeira se ter transformado "num autêntico campo de pastagem" para os animais devido à falta de vedação.
A lixeira intermunicipal de Santo Antão, já considerada pelos ambientalistas "um atentado ao ambiente", tem, porém, os seus dias contados, graças à construção, dentro de seis meses, de um aterro melhorado na ilha, financiado pelo Governo em 12 mil contos.
O aterro melhorado, previsto no quadro do plano operacional de gestão dos resíduos para Santo Antão, ilha onde se produz, anualmente, quase quatro mil toneladas de lixo, terá vedação, maquinaria, espaços de separação do lixo e vigilância.
JM/AA
Inforpress/Fim
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