Falando à imprensa no Porto Novo, na sequência de encontros com trabalhadores dos serviços da saúde, da educação, da Agricultura e da câmara municipal, o secretário permanente do SLTSA, Carlos Bartolomeu, lamentou "o silêncio profundo" das instituições em causa quanto às reivindicações dos seus empregados.

A nível da saúde, está em causa, segundo sindicalista, o facto de os condutores e motoristas auto que transportam doentes enfrentarem "vários problemas, quer do ponto de vista salarial, em que se nota uma clara discriminação, quer em termos do não pagamento das horas extraordinárias, dos subsídios de deslocação e de alimentação".

Ainda neste sector, Carlos Bartolomeu informou que os trabalhadores operacionais (serventes) são, igualmente, "discriminados" a nível salarial e laboram em "condições degradantes", não dispondo sequer de "um local apropriado" onde possam mudar de roupa e farda do trabalho.

"Mas, o mais grave é que entram com um salário e, praticamente, vão à reforma com esse mesmo salário. Auferem um vencimento abaixo do salário mínimo nacional", notou o secretário permanente do SLTSA.

Em relação à câmara do Porto Novo, este sindicalista denunciou que há trabalhadores que recebem um vencimento de "pouco mais de oito mil escudos" ou seja, abaixo do salário mínimo nacional.

Quanto à delegação do Ministério da Educação, o SLTSA congratula-se com a resolução de "alguns dos problemas" dos trabalhadores, "mas não é menos verdade que outros [salários, descontos para a presidência social] persistem sem solução", avisou o sindicato.

O SLTSA apoia o facto deste ministério ter resolvido os problemas dos professores, mas "estranha" que a mesma medida não tenha sido tomada em relação ao pessoal auxiliar e administrativo.

Carlos Bartolomeu criticou "a ausência e inoperância" das instituições do trabalho na ilha (Direcção-Geral do Trabalho e Inspecção-Geral do Trabalho) com relação aos serviços públicos e "o silêncio profundo" do Governo "às constantes e sucessivas reivindicações" do SLTSA.

"O SLTSA, que sempre privilegiou o diálogo e negociação, vai ter de endurecer a sua posição e recorrer a outras formas de luta, que incluem greves e manifestações, com vista a se fazer ouvir e resolver os problemas concretos dos trabalhadores", avançou.

JM/CP

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