Benvindo Melo, da zona de Santa Isabel, avançou à Inforpress que, nos últimos dias, tem registado “alguma chuva” nas zonas altas de Santo Antão, facto que anima os produtores do café, que creditam que as precipitações “vão trazer algum alento” às plantações.

Este representante dos produtores disse que as explorações do café estão “muito enfraquecidas” devido à seca, que tem, nesses três anos, assolado as zonas altas de Santo Antão, mas que as chuvas dos últimos dias deixaram “animados” os agricultores.

A seca, que afecta Santo Antão, deste 2017, tem obrigado muitos produtores a abandonarem os cafezais, contribuindo, assim, para o declínio desta cultura, que outrora já teve um peso importante na economia santantonense.

A degradação dos terrenos agrícolas e o envelhecimento da maioria das 63 explorações do café, que estão localizadas no Paul e Ribeira Grande, têm contribuído, igualmente, para a decadência desta cultura em Santo Antão, conforme um diagnóstico feito ao sector cafeeiro, na ilha.

Em 2013, Santo Antão passou a beneficiar de um projecto sobre a valorização do café na ilha, que visava, essencialmente, o relançamento desta cultura, que foi suspenso em 2016, mas que, no entender dos produtores, deveria ser retomado.

O projecto de recuperação e valorização do café de Santo Antão, que se enquadra na criação da fileira do café de Cabo Verde, com o apoio da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), prevê, além da formação e organizarão dos cafeeiros, ainda a montagem de uma unidade de recepção, debulha e ensacamento.

O Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) já propôs a criação de uma equipa pluridisciplinar, envolvendo os produtores técnicos e câmaras municipais, para, entre outras responsabilidades, propor medidas visando a resolução dos problemas, que se colocam ao sector cafeeiro na ilha.

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