“A intervenção não foi o que esperávamos nem o que queríamos”, disse José Sousa Nascimento, adiantando que “os pescadores já estão indignados com o problema” e já solicitaram a intervenção da câmara municipal no sentido de tomar as medidas que se impuserem porque “este tipo de trabalho não vai resultar em nada a favor dos pescadores”.

Sousa Nascimento disse que a intervenção feita foi ‘pior a emenda que o soneto’ já que, em seu entender “o trabalho feito vai aumentar o perigo para os pescadores” porque o problema exigia “um trabalho de base que, de facto, não foi feito”.

Zé de São Tomé, como é conhecido na Ponta do Sol, prevê que a solução implementada não será para durar porque, com o “mar brabo” da Ponta do Sol, “tudo aquilo que foi feito vai ‘água abaixo’ outra vez”.

“É gasto de dinheiro sem necessidade”, concluiu José Sousa Nascimento.

O presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Orlando Delgado, disse à Inforpress que ele também não está satisfeito com a intervenção havida porque não era esse o compromisso assumido.

“Os recursos, cerca de 70 mil contos, estão alocados no orçamento do Estado para fazer um trabalho” disse Orlando Delgado esclarecendo que a intervenção havida foi feita pela Enapor que utilizou duas peças pré-fabricadas para tentar minimizar o problema.

“A Enapor avançou com essa solução enquanto se trabalhavam os estudos feitos com vista à realização de uma intervenção de fundo”, disse Orlando Delgado que sublinhou o facto de o dinheiro necessário existir no Orçamento do Estado, facto que dá garantias de que “o trabalho vai ser feito”.

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