João Crisóstomo, um destacado operador turístico em Santo Antão, proprietário da residencial Vista Tarrafal, explicou à Inforpress que o barco, com mais de 15 metros de cumprimento e batizado com nome de “Ponta de Tun” (Ponta do Atum), foi construído para servir Tarrafal de Monte Trigo, porquanto vai empregar 18 chefes de família.

Segundo este empresário, que opera também a nível de panificação, a embarcação, que estava a ser construirá desde o ano transato em São Vicente, começou a flutuar este sábado e começa a operar “dentro de dias”, a partir do Tarrafal de Monte Trigo.

João Crisóstomo, com 45 anos, tem sido apontado como “um exemplo de empreendedor” na ilha de Santo Antão.

Esta embarcação acaba por atenuar o desemprego que afeta cerca de 80 por cento (%) dos pescadores no Tarrafal de Monte Trigo, uma das principais zonas piscatórias da ilha de Santo Antão, onde se localiza um dos maiores bancos de pesca do país, o banco do Noroeste.

Este investimento surge numa altura em que o Governo garante ter já mobilizado 200 mil contos para financiar um projeto integrado de desenvolvimento do Tarrafal de Monte Trigo, que vai privilegiar o setor das pescas, com início a partir de janeiro de 2019.

Com o projeto, anunciado, em julho, pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, durante uma visita a Tarrafal de Monte Trigo, se pretende resolver, além do problema de conservação do pescado nesta importante comunidade piscatória, também construir infraestruturas de apoio à pesca (arrastadouros) e apoiar os pescadores com uma embarcação semi-insdrial.

A nível de todo o município, estão em carteira outros investimentos privados no setor das pesca.

Até finais deste ano/princípios de 2019, Porto Novo recebe um projeto no domínio de processamento do pescado, estimado em 70 mil contos, numa iniciativa do investidor norueguês Geir Eriksen.

Este investidor pretende ainda, a médio e longo prazo, proceder a outros investimentos na pesca neste concelho, que poderão ascender a oito milhões de euros.

JM/JMV