A delegação, chefiada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, deputado eleito por este círculo eleitoral, vai percorrer até domingo os três municípios de Santo Antão para, também, contactar os operadores económicos, instituições do Estado e visitar obras em curso na ilha.

Nos princípios de Outubro, os parlamentares do MpD, eleitos por esta ilha, de visita às zonas altas do município do Porto Novo tinham admitido que, em relação ao ano agrícola, a situação era já de “alguma preocupação”,  devido a demora na queda de novas precipitações.

Porto Novo, o concelho mais árido da ilha de Santo Antão, enfrenta três anos de seca consecutivos, que, conforme reconhecem as autoridades locais, está a pôr em risco a segurança alimentar de “centenas” de famílias, designadamente nas zonas altas.

Os habitantes nos planaltos Norte e Leste dizem-se “desanimados” com a ameaça de mais um ano de seca e pedem à Câmara Municipal do Porto Novo e ao Governo para retomarem o programa de emprego público nessas zonas, como forma de garantir algum rendimento às famílias.

Marciano Guilherme, residente no Planalto Norte, a zona mais afectada pela seca no concelho do Porto Novo, alertou “a quem de direito” para “socorrer” a população local “muito afectada pela seca”.

O Governo e a autarquia dizem estar a trabalhar com “o cenário de mais um mau agrícola”, tendo sido inscrito no orçamento da câmara do Porto Novo para 2020 uma verba de 37 mil contos “para a criação de empregos e resiliência nas comunidades”.

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